09 de maro de 2021
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Eleições 2016

PSD, aliados e cenário definem: é a vez de Marquinhos Trad

Até 12 de abril o PSD de Mato Grosso do Sul deve realizar um dos projetos mais ambiciosos deste ano, que é marcar sua presença com as comissões executivas nos 79 municípios. E de 20 de julho a cinco de agosto, período legal para a convenção de homologação das candidaturas e coligações, o partido espera ter garantida outra ambição, que é a de disputar com chapas majoritárias ao menos 25% das prefeituras, entre as quais a de Campo Grande, com um nome já consolidado: Marquinhos Trad.

O deputado estadual Marquinhos Trad deixou o PMDB, um território que para ele era estreito, e desembarcou no PSD onde sua candidatura encontrou todos os cenários para crescer. Além de adquirir fôlego político e partidário renovado, poderá confirmar e até melhorar sua boa performance em todas as pequisas de intenção de voto, nas quais vem figurando sempre nas primeiras posições. Ele desbanca até o irmão, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), que também pontua com destaque nas pesquisas.

Mas as vantagens de Marquinhos na acareação político-eleitoral direta com o irmão não se resumem às posições de dianteira. Nas pesquisas qualitativas, ele é melhor avaliado, com trânsito em todos os diferentes perfis do eleitorado, e ainda tem menor índice de rejeição. O diferencial é acrescentado por outro detalhe muito eloquente: Marquinhos está na ponta da preferência do eleitorado mesmo sem a visibilidade acumulada por Nelsinho em vários cargos e protagonismos na vida publica, colecionando mandatos legislativos (de vereador e deputado estadual), foi prefeito duas vezes e candidatou-se a governador. Até aqui os dois únicos postos eletivos de Marquinhos foram os de vereador e de deputado, campeão de votos.

Para quem aposta em um trauma familiar, as chances são remotíssimas. Em princípio, algumas peças do tabuleiro da família Trad apontam para uma perspectiva de absoluto lucro político e eleitoral, com os três irmãos alinhados em objetivos específicos e não-conflitantes. Com a candidatura de Marquinhos a prefeito, Nelsinho Trad teria uma fortíssima escora para entrar na disputa pelo Senado, em 2018. 

O outro irmão, Fábio Trad, primeiro suplente da Câmara dos Deputados, já está contemplado na expectativa da vitória do deputado federal Geraldo Resende (PSDB), que concorrerá à Prefeitura de Dourados. Se eleito, sua vaga ficará para Fábio. Curioso é que todos os quatro personagens eram do PMDB e bateram em revoada para outras legendas.

CRESCIMENTO – Segundo o advogado Antonio César Lacerda Alves, presidente da Executiva Estadual do PSD, o partido está vivendo sua fase mais profícua de expansão orgânica. “Temos um bom programa e lideranças de credibilidade. Isso ajuda, incentiva as pessoas a ingressarem numa legenda moderna, espaçosa, democrática, que dá oportunidades a todos”, afirmou.

Só no encontro estadual realizado dias atrás o PSD filiou cerca de 300 militantes, entre lideranças políticas e classistas da capital e do interior. E as adesões se multiplicam em todas as regiões, de acordo com Lacerda Alves. Em Campo Grande, além de Maquinhos Trad, também assinou a ficha o ex-vereador Clemêncio Ribeiro, ex-PT. Em Bonito, a vereadora Linda Balta trocou o PDT pelo PSD. O PMDB de Laguna Carapã perdeu o vereador Valmor Flores

Na próxima segunda-feira, em Corumbá, dirigentes e lideranças estaduais do partido – entre os quais o presidente regional Lacerda Alves e o deputado Marquinhos Trad – prestigiarão a posse da nova executiva municipal. É bem provável que na cidade, quarto maior colégio eleitoral do Estado, o PSD mantenha o apoio ao prefeito Paulo Duarte, pré-candidato à releição. Eleito pelo PT, Duarte é um dos novos quadros recrutados pelo PDT.