21 de abril de 2021
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Secretário de Bernal deve medir palavras antes de falar do PT, diz presidente do partido

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As críticas do secretário municipal da juventude, Wilton Edgar Acosta, ao PT continuam surtindo efeito bomba entre principais lideranças do partido em Mato Grosso do Sul. 

Para o presidente do diretório estadual do PT de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Biffi, a postura do secretário deve ser analisada por Bernal pois, para Biffi, as declarações de Acosta podem trazer graves consequências para progressista, que não possui muitas opções de aliados para 2016.

“O que eu entendo é que Bernal precisa escolher os seus aliados já que não tem a mínima chance com o PSDB e PMDB. Acredito que o secretário deve medir as palavras e sendo um braço direito do prefeito, deve relevar algumas coisas e essa não está sendo uma boa estratégia. Fomos o primeiro partido a apoiá-lo e ele não soube preservar seus aliados, não se trata de governo e apesar de ter uma candidatura própria somos aliados táticos. O PT não se vê com uma aliança com os Trad e Azambuja, ou Puccinelli, é uma questão de inteligência e ele está jogando isso fora, o fato de ter Zeca, não quer dizer que somos inimigos do Bernal, mas não podem sair falando o que querem, tem que pensar o que o futuro espera”, pontua Biffi. 

Já o vereador Alex do PT que criticou Wilton Acosta nas redes sociais, destacou que a fala do secretário prejudica ainda mais uma situação que já está desgastada. “Esse tipo de comentário partindo de um secretário não contribui em nada. A política não pode ter portas fechadas, pois deve-se pensar em futuras alianças. Se a eleição for para o segundo turno com certeza um vai precisar do outro, tanto o PT quanto o PP, e o que fizemos foi ficar ao lado do Bernal durante todo o processo. Não tem líder na Câmara, não tem uma bancada de sustentação e a própria base não está convencida do Bernal, o “eu sozinho” não existe e isso pode ser perigoso futuramente”, pontuou Alex. 

Troca de farpas

Na última semana, Bernal confirmou sua candidatura à disputa nas eleições 2016 e “cutucou” seus possíveis candidatos, entre eles o já confirmado Zeca do PT e ainda possíveis nomes como o ex-governador André Puccinelli e alguém da “família Trad” na disputa. “Quero ver para discutir Campo Grande em alto nível e comparar. Teve gente que foi oito anos como prefeito e não conseguiu fazer o que deveria ser feito”, decretou Bernal. 

Já o deputado federal Zeca do PT não gostou da fala de Bernal e disparou. “Bernal voltou pior do que quando foi cassado”, provando que a instabilidade e a troca de farpas entre os “ex-aliados” está longe de chegar a um fim, pelo menos até o resultado das eleições em 2016.