28 de janeiro de 2022
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SUCESSÃO 2022

PT quer campanha histórica com Zeca e Lula em Mato Grosso do Sul

Os números justificam a confiança petista

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Com as pesquisas de intenção de voto apontando para terrenos favoráveis às suas maiores lideranças em âmbitos estadual e nacional, o Partido dos Trabalhadores respira em Mato Grosso do Sul ares de forte motivação para as eleições de 2022. O ex-presidente Lula e o ex-governador Zeca do PT estão bem pontuados e aparecem nas primeiras posições, de acordo com levantamentos feitos até agora pelos institutos credenciados.

Os números justificam a confiança petista. No caso de Lula, todas as consultas registram folgada liderança do ex-presidente, que derrotaria os demais e prováveis concorrentes no primeiro e no segundo turnos. Uma delas é a da Genial/Quaest, divulgada no último dia 10. Feita com 2.063 pessoas em todo País, a pesquisa mostra Lula com 48%, mais que o dobro do presidente Jair Bolsonaro (21%) e bem distante de Sergio Moro (8%), Ciro Gomes (6%), João Doria (2%) e Rodrigo Pacheco (1%). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

IMPACTOS

Os efeitos das pesquisas são indicativos importantes para a avaliação das condições de partidos e prováveis candidaturas. E os números ganham novo valor quando se associam à visibilidade midiática e à movimentação dos pré-candidatos. Lula é hoje o grande diferencial da política brasileira interna e externamente. Sua recente e celebrada passagem por países europeus vitamina e qualifica o avanço para 2022, amparando até as projeções sobre a possibilidade de liquidar a disputa presidencial já no primeiro turno.

Com esse desenho, o impacto nacional vai reverberar em âmbito local e a candidatura de Zeca ganhará oxigênio, segundo avalia o experiente deputado federal Vander Loubet, um dos principais interlocutores do PT. Ele observa que as mudanças na legislação eleitoral, com o veto às coligações proporcionais e a redução do número de candidatos nas chapas, produzirá situações diversas. Uma delas será a abertura do campo de forças com a criação das federações partidárias, novo recurso institucional que, a seu ver, será benéfico para as candidaturas de Lula e Zeca.

CHAPAS COMPETITIVAS 

"Teremos aqui no Estado uma composição de forças estimuladas pela forte liderança que Lula vem ampliando e fortalecendo no País. Com a federação, poderemos montar chapas competitivas, não só para o PT aumentar suas bancadas, mas para as demais siglas que estiverem no bloco federado", analisa Loubet. "Assim, o nome de Zeca, que já tem base firme e de grande capilaridade, crescerá como opção para a disputa do governo ou, em segunda hipótese, para o Senado, conforme as composições", conclui.

Lula, por sua vez, já disse e vem repetindo enfaticamente que deseja ter seu amigo Zeca disputando o governo estadual e com isso melhorando o alcance e o avanço da sua própria candidatura à presidência da República. Segundo o ex-presidente, mesmo com as mudanças na legislação, a proposta da federação partidária pode reagrupar antigos aliados do PT, como o PCdoB e o PSB.