01 de outubro de 2020
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Puccinelli afirma que superlotação em delegacias pode ser resolvido por governo federal

O governador André Puccinelli (PMDB) afirmou na tarde de ontem que nenhum outro chefe do executivo estadual investiu na construção de presídios em Mato Grosso do Sul como ele. Questionado sobre a possibilidade de construir mais presídios além dos dois já anunciados para resolver o problemas da superlotação das delegacias de Polícia Civil no Estado com detentos que deveriam estar em presídios estaduais, André respondeu que não irá construir nenhum presídio além dos que que estão em andamento. Segundo o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) existem hoje cerca de 700 presos em delegacias em todo Estado. "Eu peguei o Estado com pegou 4200 vagas e agora estou entregando com 8400, ou seja, 100% de melhoria e nenhum governo fez isso", afirmou André. O governador destacou também que o problema da superlotação nas delegacias é consequência do excesso de detentos federais que existe no Estado. " Se governo federal assumir 7100 presos federais que tem no Estado, os problemas seriam solucionados", ponderou Puccinelli.  Mudança na legislação O governador conversou ontem com o MS Notícias durante entrega de 72 viaturas da PM (Polícia Militar) para 31 municípios do interior do Estado. Durante a conversa, Puccinelli também criticou a legislação brasileira que permite privilégios como o benefício da minoridade. "Quando temos uma Unei (Unidade Educacional de Internação) depredada pela terceira vez e um juiz que impede a polícia de entrar é sinal de que algo está errado e a legislação precisa passar por mudanças e uma delas, com certeza, é diminuir a maioridade penal", afirma André. Assim como Puccinelli, o Cel Davi, comandante geral da PM no Estado, acredita que hoje alguns defensores dos menores infratores acabam deixando-os mal acostumados. "Temos marginais vestidos de adolescentes", afirma. O Cel defende que haja mudanças rápidas, principalmente, a respeito do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). "hoje em dia, acabou essa história de ficar prometendo coisas a longo prazo. O povo não suporta mais esperar, e algo precisa ser feito o mais rápido possível". Heloísa Lazarini e Dany Nascimento