14 de maio de 2021
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Governo de MS

Receita vitoriosa: controle de custeio será aprimorado por Azambuja

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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não vai esperar. Logo após tomar posse do segundo mandato, deverá dar início às novas providências para garantir um maior controle do custeio da máquina. O processo foi iniciado ainda no final doe 2018, com a implementação funcional da reforma administrativa que a Assembleia Legislativa aprovou com rapidez a pedido do próprio Azambuja.

Segundo o governador, a gestão estratégica implantada em janeiro de 2015, quando teve início seu primeiro mandato, foi planejada exatamente para operar os resultados setoriais e metas conjunturais alcançados até 2018. Nesse período, mesmo sob pressão do volume do déficit e das dívidas - cuja amortização compromete mensalmente mais de R$ 100 milhões do Tesouro - o Estado conseguiu resistir ao cenário de recessão. 

Durante os quatro anos daquele exercício o governo respondeu a demandas inadiáveis, entre as quais o pagamento em dia dos salários do servidor publico os compromissos renegociados com os fornecedores desta e da gestão anterior, encargos previdenciários e, ainda, investir na conclusão de obras inacabadas e retomar o desenvolvimento. Se a receita funcionou, sua duração teve o tamanho para a qual havia sido planejada. 

AJUSTES - Agora é hora, de acordo com Azambuja, de atualizar e aprimorar esses ingredientes, ajustando mecanismos de maior alcance e melhor eficiência no desempenho das finanças. Apesar da confiança em Jair Bolsonaro (PSL), o governador não sabe precisamente o que a nova ordem econômica vai oferecer a expectativas específicas de Mato Grosso do Sul, como, entre outras coisas, o refinanciamento da dívida, as compensações ou similares relacionadas à renúncia tributária da Lei Kandir e as políticas de preço, impostos e comercialização do gás natural.

DIRETRIZES - De certeza mesmo o governador já definiu diretrizes para otimizar o equilíbrio fiscal e financeiro, a partir do controle drástico de custeio, e avançar o processo de retomada do desenvolvimento. Sem o peso que lhe causou a conclusão de quase 100% das obras inacabadas que encontrou, Azambuja já reprogramou investimentos em infraestrutura, habitação, saneamento, logística e segurança. 

O Programa Obras Inacabadas Zero, absorvendo quase R$ 850 milhões, deu cabo de quase todos os empreendimentos que estavam enganchados na planilha. Só restou o Aquário do Pantanal, empreendimento para o qual o Estado se dispõe a desembolsar cerca de R$ 87 milhões, desde que seja aprovado novo e redimensionado projeto. 

O objetivo geral, afirma Azambuja, é fazer com que Mato Grosso do Sul continue no estágio afirmativo dos estados que servem de referência no País a políticas de geração de empregos, atração de investimentos, transparência, valorização do servidor publico e abertura de oportunidades sociais e econômicas. 

Esta possibilidade ficou agora bem mais perto de ser alcançadas, com as duas pontes que serão construídas entre Brasil e Paraguai na região fronteiriça. São dois acessos de importância estratégica ao Pacífico e aos importadores da Ásia, Europa e África. Mato Grosso do Sul terá, com isso, todos os argumentos em infraestrutura e logística de transporte e escoamento, potencial produtivo, diversidade de produtos e preços atraentes aos investidores para competir com autoridade e vantagens claras nos mercados mundiais.

POSSE - Grande número de autoridades, lideranças políticas e populares está sendo aguardado para a cerimônia de posse do governador Reinaldo Azambuja e do vice-governador Murilo Zauith (DEM), nesta terça-feira, 1°, a partir de 15h, na Assembleia Legislativa. Meia hora antes ele vai conceder uma coletiva aos jornalistas. Depois da solenidade, o governador se dirigirá ao Palácio Popular da Cultura, para dar posse aos secretários e dirigentes de autarquias.

Vão tomar posse cinco atuais titulares do primeiro escalão, que continuam no cargo: Antônio Carlos Videira (Justiça e Segurança Pública); Maria Cecilia Amendola da Motta (Educação); Eduardo Corrêa Riedel (Governo e Gestão Estratégica); Elisa Cléia Pinheiro Rodrigues Nobre (Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho); e Jaime Elias Verruck (Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Carlos Eduardo Girão também foi mantido à frente da Controladoria-Geral do Estado.

Estreiam nesse elenco: Felipe Mattos de Lima Ribeiro (Fazenda), Geraldo Resende Pereira (Saúde), Murilo Zauith (Infraestrutura), Roberto Hashioka (Administração e Desburocratização). Fabíola Marquetti Sanches Rahim será a titular da Procuradoria-Geral do Estado.