26 de fevereiro de 2021
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Reprovação do governo Dilma alcança nível mais baixo já registrado

Segundo a última pesquisa do IBOPE, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a avaliação negativa do governo da presidente Dilma Rousseff apresentou pequena melhora de um ponto percentual em março. Os entrevistados que consideram a gestão federal ruim ou péssimo decaiu de 70% em dezembro para 69% em agora.

Os brasileiros que analisam o governo como regular caiu de 20% para 19%, já a parcela que considera ótima ou boa subiu de 9% para 10%. Relativo ao modo de governo de Dilma, a taxa se manteve em 82%, os que aprovam também se mantiveram nos 14%. O número de pessoas que não confiam em Dilma subiu de 78% para 80%, os que confiam somam 18%

Em uma análise de perspectiva futura, subiu também o percentual de entrevistados que acreditam que a fase final do governo Dilma será ruim ou péssimo, de 65% para 68%. A avaliação regular caiu de 20% para 18%, ótimo e bom teve oscilação para cima, de 9% para 10%.

A aprovação do governo Dilma mantém-se há quatro trimestres no nível mais baixo já registrado para uma gestão federal desde novembro de 1989, quando o Ibope registrou apenas 9% de aprovação ao governo José Sarney.

A pesquisa Ibope/CNI entrevistou 2002 pessoas entre os dias 17 e 20 de março, em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

 

Definidas regras e tempo de depoimento de juristas na Comissão do Impeachment

Os juristas Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, autores do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, terão nesta quarta-feira (30), trinta minutos cada um, para falar sobre as motivações do documento que tramita na Câmara.

 Os depoimentos estão marcados para às 16h30 na comissão que analisa a validade do pedido. As lideranças combinaram ontem, que ouviriam duas pessoas de cada um dos lados. Os juristas foram indicados pelos parlamentares que defendem o afastamento de Dilma. Do lado da base, serão ouvidos na tarde de amanhã (31), o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa e o professor de Direito Tributário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ricardo Lodi Ribeiro.

Os Parlamentares a favor do impeachment têm tentado manter um ritmo acelerado nos trabalhos, evitando que prazos e manobras retardem o processo. A partir da entrega da defesa de Dilma, o relator Arantes tem cinco sessões para elaborar o texto final, como a Câmara tem realizado sessões diariamente, o prazo da presidente termina no próximo dia 4 e o relator teria até dia 11 para entregar o texto que será submetido a voto e precisa de maioria simples para ser aprovado.

O texto será votado, no mais tardar, no dia 14 de abril e seguirá, independente do resultado, para o plenário da Câmara onde precisa de 2/3 dos votos dos 513 deputados para avançar para o Senado.