25 de setembro de 2020
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Retirada de assinaturas impossibilita abertura de CPI da Folia

Com a retirada das assinaturas dos vereadores Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Folia não será aberta. Os vereadores que estavam à frente do caso, Chiquinho Telles (PSD), Paulo Siufi (PMDB) e Eduardo Romero (PT do B), já haviam recolhido onze assinaturas, o que possibilitava, até então, a abertura da CPI. Chiquinho e Siufi já haviam afirmado que, através de documentos comprobatórios, houve irregularidades na contratação do grupo Terra Samba, que se apresentou no Carnaval de Campo Grande e de acordo com os parlamentares, teriam recebido o cachê de R$ 231 mil, sendo que, o real valor do cachê do grupo seria de R$ 25 mil. Tanto Carlão quanto Delei usaram a tribuna para explicar os motivos que o levaram a retirar suas assinaturas. Conforme ambos explicaram, antes de se abrir uma CPI é preciso que o MPE (Ministério Público Estadual) investigue e somente após a comprovação de irregularidades, que não houve até o presente momento, poderá ser instaurada a Comissão. A decisão dos parlamentares causou a revolta de Chiquinho e Paulo Siufi, que afirmaram ser uma vergonha o ato dos vereadores. “Quer mais provas do que contratar uma empresa de plantio de gramas para contratar os shows”, questionou Chiquinho, referindo-se a empresa “Eco Vida”, que antes de possuir capacidade para realizar contratações de shows era uma empresa especializada em plantio de grama. Chiquinho Telles afirmou que irá trazer a responsabilidade para si, e como presidente da Comissão Permanente de Cultura irá realizar audiências públicas para levantar informações sobre o caso e provar assim as irregularidades referentes ao Carnaval de 2014. Tayná Biazus e Dany Nascimento