28 de novembro de 2021
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Três deputados devem trocar de partido até dia 2, mesmo se Dilma não sancionar reforma política

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Descontentes com atual legenda têm até o dia 2 de outubro para mudar de partido. Pela medida eleitoral vigente ( Lei 9.504/1997), o deferimento do registro de candidatura à filiação partidária  precisa ser de pelo menos um ano antes da data das eleições. Porém, caso a presidente Dilma Rousseff (PT) sancione, ainda esta semana, o texto da Reforma Política que abre brecha para migração de legenda sem comprometer o mandato, o limite passa a ser de seis meses antes do período eleitoral. 

Em Mato Grosso do Sul, já sinalizaram novos rumos os deputados Marquinhos Trad (PMDB), Beto Pereira (PDT) e o deputado federal Elizeu Dionízio (SD). Resta saber se eles estão dispostos a arriscar seus cargos atuais. Mesmo sendo considerado um nome forte para representar os peemedebistas no pleito de 2016,  Marquinhos engatou conversas com PSD (comandado indiretamente pelo irmão Fábio Trad), PSDB, Solidariedade e Rede Sustentabilidade, sendo que este último é o mais provável para acolher o político a ser escolhido como pré-candidato a prefeitura de Campo Grande em 2016, por haver sido recentemente criado e não implicar perda de mandato para aqueles que mudarem para esta sigla. O deputado justifica a saída alegando falta de apoio da base partidária do PMDB.

Elizeu Dionízio, deve também seguir o mesmo caminho e se beneficiar da "janela de infidelidade", uma vez que tem intenção de colocar seu nome como candidato ao Executivo Municipal no ano que vem, por uma legenda que lhe permita total apoio. Manobra nos bastidores de Brasília para tomar o Partido Progressista do atual presidente estadual da legenda e prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. O deputado é suplente e ocupa a vaga de Márcio Monteiro (PSDB), que comanda a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), portanto não apresenta motivos legais que lhe permitam a troca de partido sem a perda de mandato, que deverá ser pretendido pelo suplente imediato e atual vereador por Campo Grande, Coringa (PSD).  Dionízio quer a presidência estadual do PP para enfraquecer Bernal e conquistar um partido para ser só seu. 

 

Já o vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, Beto Pereira pode retornar para o PSDB, partido pelo qual exerceu dois mandatos como prefeito do município de Terenos. Mesmo tendo afirmado sua saída do PDT, em função de desavenças ideológicas com o dirigente da legenda, deputado federal Dagoberto Nogueira, Beto não confirma se vai ou não lançar candidatura a prefeitura da Capital no ano que vem.