06 de maro de 2021
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Dilma Rousseff

Se PMDB sair do governo, acredito que deve haver impeachment, diz presidente nacional do PTB

A situação da presidente Dilma Rousseff (PT) pode se agravar a partir deste fim de semana. Essa é a visão da presidente nacional do PTB, deputada federal Cristiane Brasil.

Pouco antes de iniciar sua participação no ato de filiação ao PTB em Campo Grande, Cristiane conversou com imprensa sobre clima de tensão que toma conta de Brasília diante da possibilidade de o PMDB deixar base aliada do governo. “Penso que no domingo teremos desembarque parcial ou total do PMDB no governo. Se isso acontecer, acredito que em 45 dias teremos impeachment da presidente”.

Cristiane fez questão de ressaltar que o PTB já não é base do governo Dilma desde gestão passada, embora alguns deputados, entre eles o líder do partido na Câmara Federal, apoiem Dilma e participem do governo, mas a presidente nacional da sigla antecipou que devido aos fatos recentes envolvendo ex-presidente Lula e a suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT), deve haver uma debandada da ala do PTB que ainda se mantém fiel a Dilma. “O PTB nunca fez parte da base da Dilma, apoiamos Aécio nas eleições. O que ocorreu é que parte da bancada tem cargo no governo a começar pelo líder, que tem os espaços que ele conquistou, mas pelo que tenho sentido, o próprio líder e outros parlamentares têm abandonado o Titanic”.

Crítica ao STF

A deputada federal não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à decisão que instituiu os ritos do impeachment da presidente e tirou praticamente a autonomia da Câmara repassando o poder final da decisão ao Senado. “Semana passada tivemos uma reunião de emergência com Aécio, agora aguardamos a Justiça. O Supremo julgar os embargos da Câmara no caso de invasão de competência absurda do STF no Legislativo, mas pelo que vi, quando estive com Lewandowski [presidente do STF ministro Ricardo Lewandowski], os ministros vão manter os ritos que eles escolheram no qual tiram poderes da Câmara escritos em Constituição e passam ao Senado”.