10 de maio de 2021
Campo Grande 32º 18º

BÁGUA

Seguindo exemplo de prefeito, vereador de Ladário também tem cargo cassado

Ex-prefeito e mais sete vereadores são suspeitos de montar esquema de 'mensalinho'

A- A+

O primeiro vereador a ser cassado foi Osvalmir Nunes da Silva (PSDB), em julgamento nesta terça-feira (02), na Câmara Municipal de Ladário. Na segunda feira, o agora ex-prefeito do município, Carlos Anibal Ruso (PSDB), também teve mandato cassado,  ao todo sete parlamentares são suspeitos de receber dinheiro em troca de apoio político ao ex-prefeito. 

Segundo o site Diário Corumbaense, Osvalmir participou da sessão de julgamento, através de vídioconferência, e não se pronunciou sobre a decisão da Casa. 

Novo dos 11 vereadores presentes votaram a favor da cassação ao cargo de vereador de Osvalmir, o relatório da Comissão Processante condenou o ex-vereador por infração político-administrativa.

Baguá, como é conhecido Osvalmir, foi subistituído pelo susplente Antônio João Conde (PSDB), que desde a prisão de Baguá, em 26 de novembro de 2018, assumiu a função. 

ESQUEMA 

Intitulado 'mensalinho', propina que era paga por Carlos Ruso, conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Ministério Público Estadual (MPEMS) variava entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil e acontecia há mais de um ano.

Outra forma de pagamento seria através de indicação de cargos na Secretaria de Educação, pelos vereadores acusados. Ainda segundo a operação, também fazia parte do "acordo", Helder Botelho, também preso, ele era responsável por nomeações, e ocupava o cargo de secretário de Educação do município de Ladário.

Para não serem descobertos, segundo as investigações, os parlamentares teriam barrado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que averiguava denúncias de irregularidades na Saúde.

A investigação fez apreensões em dinheiro, gravações telefônicas e de vídeo, com a colaboração dos vereadores Fábio Peixoto, Daniel Benzi e Jonil Júnior, que levaram a denúncia ao Ministério Público. A operação que levou os políticos para a prisão, foi no dia 26 de novembro de 2018 e denominada Terra Branca.

Além do ex-prefeito e Baguá, seguem presos: Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e claro, Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). A pastora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), cumpre prisão domiciliar em Ladário.

Esta semana, a Câmara dá prosseguimento às sessões de julgamento dos outros seis vereadores.

Fonte: Diário Corumbaense