07 de maro de 2021
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Seis deputados estaduais iniciam o ano de olho na prefeitura da Capital

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul terá seis, dos 24 deputados estaduais, pré-candidatos para concorrer a Prefeitura Municipal de Campo Grande em 2016. A informação foi dada nesta terça-feira (2) pelo presidente da Casa, Junior Mochi (PMDB), durante o retorno das atividades parlamentares do legislativo estadual.

Na lista citada por Mochi estão Marquinhos Trad (PMDB), Márcio Fernandes (PT do B), Mara Caseiro (PMB), Beto Pereira (PSDB), Felipe Orro (PDT) e Pedro Kemp (PT). Entre os possíveis concorrentes, apenas Mara Caseiro, pode ter a pré-candidatura aceita, já que é a principal aposta do PMB.  Os demais ainda dependem de definições partidárias.

Marquinhos Trad, que mesmo afirmando saída do PMDB para disputar a Prefeitura, ainda depende de acerto entre ele e o irmão, Nelson Trad Filho, presidente regional do Partido Trabalhista Brasileiro.  Ambos são pretensos pré-candidatos, porém Nelsinho já avisou recentemente que já está tudo acertado entre ele e o irmão. Nesta terça-feira, o vereador Chuiquinho Teles (PSD), reiterou a transferência de Marquinnhos para o PSD, como o pré-candidato da legenda.  

Para integrar a linha sucessória de Alcides Bernal (PP), o recém chegado ao ninho tucano, Beto Pereira terá de enfrentar outros correligionários, como a vice-governadora Rose Modesto, umas das favoritas do PSDB para disputar a eleição. “Rose circula dentro desse quadro por ter sido a segunda vereadora mais votada da Capital”, comentou o presidente do PSDB em Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro. Além de Rose estão entre os cogitados da legenda Secretário de Estado de Administração e Desburocratização Carlos Alberto Assis, o Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica Eduardo Correa Riedel.  

No entanto, Beto Pereira se diz a vontade e reconhece que a participação do PSDB para pleitear o Executivo Municipal terá de passar por avaliação. “O PSDB tem vários nomes, isso dependerá de pesquisa dentro do partido para atender o melhor perfil do PSDB”, disse o deputado ao MS Noticias. Beto já foi prefeito do município de Terenos (2014-2012).

Ao que tudo indica o deputado estadual Felipe Orro (PDT) pode não ter força contrária à sua pré-candidatura no grupo dos pedetistas. O presidente da Executiva Regional da sigla, deputado federal Dagoberto Nogueira, não acena com a vontade de candidatar-se, mas defende que o partido tem de concorrer em chapa majoritária, e abarcar os 79 municípios do Estado.

Em vias de deixar o PT do B para abraçar o PMDB, Márcio Fernandes se juntará ao quadro de opção dos peemedebistas ao lado de Waldemir Moka, Carla Stephanini e Paulo Siufi, conforme informou o líder do partido na Assembleia, Eduardo Rocha (PMDB). “Márcio Fernandes está vindo como um filiado e como um pré-candidato, mas o partido ainda não tem um consenso”, frisou.  Em seu terceiro mandato consecutivo de deputado estadual, Fernandes confirmou-se entre as expressões políticas vitoriosas da nova geração de líderes regionais. Mesmo num pequeno partido, o PTdoB, o deputado ampliou espaços em diferentes segmentos sociais.

Com a retirada do nome, como pré-candidato pelo Partido dos Trabalhadores, o deputado federal Zeca do PT abriu caminhos para o deputado estadual Pedro Kemp (PT), que pode disputar a preferência da legenda ao lado de Gilda Gomes, esposa de Zeca. O presidente do partido, Antônio Carlos Biffi que defende nome de Kemp, quer candidatura própria para o PT, assim como o deputado “Partido que não lança candidato perde espaço. O partido tem que lançar candidato para discutir proposta”, disse Kemp.