11 de abril de 2021
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Sem André, com Marquinhos fora e Marun 'queimado', Márcio é a bola da vez

Lançar chapa própria para disputar a Prefeitura de Campo Grande é o desejo imperativo das bases do PMDB, além de constituir orientação estratégica da direção nacional e das principais lideranças locais. A chapa ideal para os peemedebistas seria encabeçada por André Puccinelli.

Mas o ex-governador e ex-prefeito repete, à exaustão, que em 2016 será apenas um cabo eleitoral do partido e faz mistério sobre o que pretende em 2018, quando a disputa for pelo governo do Estado. O cenário sugere, então, que Puccinelli mantenha o seu partido no primeiro plano do jogo político e se revitalize concorrendo às prefeituras da maioria dos municípios, em especial os maiores.

Para Campo Grande e sem Puccinelli, o PMDB tem várias opções na lista de filiados, entre os quais o senador Waldemir Moka, o deputado federal Carlos Marun e a vereadora Carla Stephanini.

Dos três, a preferência recairia no senador, tendo em vista os desgastes colados nos currículos de Marun e Carla por causa de posições e situações em que se envolveram recentemente. Enquanto Moka transita sem restrições, a vereadora amarga uma pontinha de desconforto desde que seu nome emergiu na turbulência da crise envolvendo a cassação do prefeito Alcides Bernal. E o deputado se excedeu na empolgação de apresentar-se como defensor fiel do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, pivô de um dos casos mais midiáticos da safra de corrupção levantada pela Operação Lava Jato.

Porém, a falta de ênfase ou de querer demonstrada por Moka quando indagado se deseja candidatar-se a prefeito castiga-o com o figurino do desinteresse. E tudo isso contribuiu com a abertura de um novo panorama no mosaico de opções do PMDB: o deputado estadual Márcio Fernandes.

CONVITE – Não foi do acaso ou de um simples desejo de ampliar a bancada que nasceu a iniciativa do presidente regional do PMDB, deputado Júnior Mochi, de convidar Márcio Fernandes para ingressar no partido e estar disponível para construir seu espaço no processo sucessório. Mochi já havia discutido com o ex-governador André Puccinelli e as demais lideranças, inclusive os colegas de Assembleia, sobre o impacto do ganho político que a legenda teria com o concurso de um reforço dessa dimensão. O convite, com o amplo respaldo do comando partidário, foi aceito.

Em seu terceiro mandato consecutivo de deputado estadual, Fernandes confirmou-se entre as expressões políticas vitoriosas da nova geração de líderes regionais. Mesmo num pequeno partido, o PTdoB, ele soube construir e ampliar espaços em diferentes segmentos sociais. Eleito pela primeira vez em 2006, aos 27 anos de idade, Fernandes – que é médico veterinário – é reconhecido como um dos mais atuantes parlamentares da Assembleia Legislativa.

O prestígio de Fernandes é incontestável. Basta conferir seu desempenho nas urnas desde o primeiro mandato, conquistado em 2006 com 9.708 votos. Reelegeu-se com 23.138, mais que o dobro da votação anterior. E em 2014, com 22,5 mil votos, obteve mais um feito destacado: seu nome foi depositado nas urnas de 72 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Com o acréscimo positivo de não possuir desgastes, o deputado Márcio Fernandes assina iniciativas de grande alcance, como o projeto social “Judô Nota Dez”, de seu primeiro mandato. Com esse projeto, 27 municípios garantiram atendimento a mais de 3,5 mil crianças e adolescentes. As aulas de judô integram as políticas publicas de inclusão social que têm o esporte como instrumento de mobilização.