02 de agosto de 2021
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Semadur nega ter recebido ofício do MPE e não fiscaliza depósito improvisado de Alceu Bueno

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A Semadur  (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) recebeu no dia seis de maio deste ano o ofício nº 272/2014 da 26ª Promotoria e Justiça do Meio Ambiente para fiscalizar um terreno localizado na rua Expedicionário Gonçalo Meccemi onde o vereador Alceu Bueno (PSL) vêm depositando os materiais de construção que continua vendendo mesmo depois de ter tido seu depósito interditado pelo município.Tanto a Semadur e quanto PGM (Procuradoria Geral do Município), afirmam que o ofício é referente apenas ao depósito interditado, ao contrário do que informou a promotoria. Alceu Bueno tem desrespeitado a lei desde quando orientou seus funcionários a reabrir o Depósito Bueno para retirar do local os materiais de construção e transportá-los para outro depósito improvisado localizado em um terreno próximo do local. A reportagem do MS Notícias flagrou no dia 20 de maio funcionários de Alceu Bueno trabalhando dentro do depósito cujos portões estavam abertos, o que é proibido pela justiça em casos de interdição. O local foi interditado, no dia oito de maio, por recomendação do MPE depois de constatar que o vereador Alceu Bueno não possui licença ambiental para operar as atividades que desenvolve na região há cerca de 20 anos.Conforme a reportagem apurou, os moradores da rua Expedicionário Gonçalo Meccemi confirmaram que nos dias 10 e 11 de maio Alcu Bueno  seus funcionários chegaram ao local para descarregar as mercadorias do Depósito interditado. No dia 20 de maio, a reportagem recebeu uma denúncia acerca das irregularidades praticadas pelo vereador. Uma nota fiscal comprova que Alceu continua trabalhando "normalmente" mesmo impedido pela justiça. A prefeitura, no entanto, mesmo sendo informada sobre a irregularidade não foi ao local antigo nem ao novo depósito interditado e sequer explicou o motivo pelo qual tem evitado efetuar a fiscalização. Uma das explicações pode ser a ligação entre o vereador Alceu Bueno e o Procurador Geral do Município, Fábio Castro Leandro, seja advogado pessoal de Alceu Bueno no processo em que o vereador tenta se defender das acusações de compra de votos nas eleições de 2012. Heloísa Lazarini