26 de fevereiro de 2021
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PMDB e PP podem romper com Governo, e Dilma começa "operação varejo" para evitar impeachment

Esta semana será decisiva para presidente Dilma Rousseff. Nesta terça-feira (29), o PMDB se reúne para decidir se permanece ou não no governo. Até o momento, 14 diretórios, incluindo Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo deliberaram pela saída do governo, que tem sido apoiada, nos bastidores, pelo vice-presidente da República Michel Temer, presidente nacional da sigla.

Se for confirmada saída do PMDB, Dilma perde automaticamente 69 deputados e 18 senadores, o que nas contas do impeachment representa número expressivo de votos contrários que pode levar Dilma à derrota na Câmara dos Deputados e também no Senado,

Outra consequência imediata da saída do PMDB do governo é a debandada de partidos menores como PP, PSD, PR, PRB e PTB. Desses partidos, o PRB já rompeu com governo oficialmente, o PTB, segundo presidente nacional deputada federal Cristiane Brasil, também não faz parte do governo, porém, há ala governista no partido que ainda se mantém fiel a Dilma. PSD, PR e PP ainda são da base de sustentação do governo.

O temor do Planalto é que com saída do PMDB, esses partidos também deixem governo, uma vez que sem o PMDB as chances de um impeachment acontecer são maiores e no caso da deposição da presidente, quem assume governo é vice Michel Temer. Caso Dilma perca apoio dos PP e PMDB, são 118 votos a menos na tentativa de barrar impeachment de Dilma na Câmara. Em contrapartida, o Planalto repassou a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que era antes de afilhado político de Michel Temer, para o PTN, com objetivo de abocanhar 13 votos da bancada do partido na Câmara. 

Dilma ainda enfrenta desgaste das batalhas judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de nomear ex-presidente Lula como ministro Chefe da Casa Civil e em meio a esse turbilhão, a presidente precisar preparar sua defesa que deve ser apresentada à Comissão Especial do Impeachment até dia 4 de abril. Do prazo de dez sessões, já se passaram quatro. Para encerrar a lista de desafios do governo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresenta nesta segunda-feira (28) pedido de impeachment da presidente Dilma.