01 de outubro de 2020
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Simone avalia que PT e PSDB desistiram de aliança informal diante da rejeição da população

A pré-candidata do PMDB ao Senado Simone Tebet fez uma análise hoje pela manhã sobre as recentes mudanças no cenário político de Mato Grosso do Sul. Segundo Simone o anúncio feito no último sábado pelo senador Delcídio do Amaral (PT) e pelo deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) sobre a inviabilidade de aliança entre os partidos no Estado para as eleições deste ano deixa claro que em política não existe precipitação.

"Tudo pode acontecer, mas acredito que alguns pré-candidatos estão pesando em voz alta", afirmou Simone em alusão a Reinaldo Azambuja e Delcídio que vinham anunciando que formariam uma coligação. Para Simone, o fato de a aliança não ter acontecido e o fato de Reinaldo estar estudando a possibilidade de se lançar pré-candidato ao governo do Estado mostram que a população de Mato Grosso do Sul entende que esta aliança branca era uma "enganação".

Simone acredita que com Azambuja desligado do PT, o jogo política muda completamente e garante que o PMDB, hoje, é o partido mais forte na disputa eleitoral. "O jogo mudou e o PMDB certamente é o partido que está  mais à frente." A pré-candidata do PMDB ao Senado não descarta a possibilidade de seu partido voltar a ter um bom relacionamento com o PSDB chegando ao ponto de formar uma aliança com os tucanos.

Ao que tudo indica, não é apenas Simone que pensa desta forma. Ontem, o pré-candidato peemedebista ao governo, Nelson Trad Filho, afirmou à imprensa que pretende se encontrar com Azambuja para discutir uma aliança entre os dois partidos. "Ontem fizemos uma reunião, eu o André o Nelsinho e nós, André e eu demos carta branca ao Nelsinho para que possa conversar sobre a aliança."

A incerteza política regional, segundo Simone, se reflete diretamente no cenário nacional em relação à participação do PMDB de Mato Grosso do Sul na campanha presidencial. Para Simone enquanto as coligações aqui no Estado não forem ratificadas é impossível decidir se o PMDB apoiará ou não a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) mesmo tendo Michel Temer, que é do PMDB, como vice-presidente da República. Já o governador André Puccinelli, principal liderança do PMDB no Estado, pensa de forma diferente e garantiu hoje pela manhã que, no que depender dele, o partido apoiará Dilma. "Já disse outas vezes, meu voto é da Dilma. Se o PMDB não apoiar a reeleição da presidente, irei me licenciar para apoiá-la."

Heloísa Lazarini e Dany Nascimento