28 de setembro de 2021
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TRÁFICO

STF decide manter afastada desembargadora suspeita de "facilitar a vida" do filho preso

Tânia Garcia Borges foi afastada pelo CNJ por suspeita de usar influência para beneficiar filho acusado de tráfico

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Ontem, terça-feira (28), a Primeira Turma Supremo Tribunal Federal (STF) manteve o afastamento da desembargadora Tânia Garcia Borges, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), suspeita de ter usado o cargo para beneficiar o filho que havia sido preso por tráfico de drogas e armas.

Breno Borges, o filho da magistrada, foi preso em março de 2017, transportando 130 quilos de maconha e 200 munições de fuzil.

A decisão por manteve o afastamento, ficou em quatro contra um. Quatro votaram para que fosse mantido o afastamento da desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), enquanto apenas um votou pelo retorno de Tânia Garcia Borges ao cargo. 

Os ministros entenderam que não houve ilegalidade na decisão do afastamento, tomada em outubro do ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O conselho apontou indícios de influência sobre juízes, sobre o diretor da cadeia e também uso de uma escolta oficial para cumprimento de um habeas corpus que garantia a remoção do filho da desembargadora para uma clínica psiquiátrica.

A defesa da desembargadora nega as acusações, considera prematuro o afastamento pelo CNJ e tem convicção de que ela será absolvida após o processo no conselho.

Breno também tinha outro mandado de prisão por suspeita de ter colaborado na fuga de um chefe de tráfico. Colegas de Tânia, determinaram que para facilitar a vida do filho e como medida única prevista em lei, Breno poderia ser levado à uma clínica psiquiátrica, mas isso estaria em desacordo com os laudos periciais. 

O sistema de vigilância do presídio em que Breno foi preso, mostrou que no dia do cumprimento de sua transferência a desembargadora chegou no mesmo carro que o delegado de Policia Civil e o advogado. 

*G1