14 de abril de 2021
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Porto Murtinho

Sucessão 2016: em Porto Murtinho, adversários de ontem agora são aliados

Adversários de uma disputa encarniçada em 2012 e que desaguou em decisão judicial, o prefeito Heitor Miranda dos Santos (PT) e a ex-vereadora Rosângela Baptista (PMDB) resolveram apagar as pendengas, juntar as forças e caminhar juntos na sucessão deste ano em Porto Murtinho. Com o objetivo comum de enfrentar e derrotar o ex-prefeito Nelson Cintra, que ainda não anunciou quem vai apoiar, a união entre Heitor e Rosângela surpreendeu a população, mas tem o suporte de outros três partidos: o PSB, o PDT e o PCdoB.

Para Rosângela ser a candidata dessa aliança o PT, o PSB e o PDT abrem mão do projeto inicial que seria concorrer com chapa própria. Três vereadores eram as opções desses partidos: a petista Maria Donizete, a peessebista Sirlei Pacheco e o pedetista Sérgio Bacha. Nas eleições de 2012, Rosângela teve o apoio do PSDB – partido do prefeito Nelson Cintra na época – e do PSB. Agora, Cintra tem como alternativas lançar a própria esposa, a tucana Maria Lúcia ou esperar para escolher entre cinco ou seis outros aspirantes ao cargo que dependem de definições político-partidárias, entre os quais o pecuarista Derlei Delevati, o vereador Marco Andrei, o comerciante Adolfo Olmedo e o coronel reformado da Polícia Militar, Hilton Villasanti Romero.

Há quatro anos, num dos confrontos eleitorais mais polêmicos e tumultuados dos municípios de Mato Grosso do Sul, Rosângela Baptista derrotou Heitor nas urnas por uma diferença de apenas 89 votos (3.359 a 3.270). Porém, sequer chegou a ser proclamada vencedora e nem tomou posse. Em atendimento a uma denúncia do Ministério Publico, a Justiça Eleitoral cassou o registro da candidatura de Rosângela e deu posse a Heitor, o segundo colocado. 

A candidata foi condenada porque a Justiça acatou a denúncia do MP, que a acusou de ter-se beneficiado de duas transgressões eleitorais atribuídas a Cintra: propaganda ilegal, praticada pelo prefeito ao pedir votos para ela numa emissora de rádio paraguaia, e doação ilegal de materiais de construção a eleitores da cidade, fato que segundo a promotoria eleitoral considerou como destinado á obtenção ilegal de sufrágio.