22 de junho de 2021
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Política

Temer faz apelo por responsabilidade e pede que nada impeça recuperação do país

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O presidente Michel Temer fez nesta quinta-feira um chamamento à responsabilidade e um apelo para que nada impeça a recuperação econômica do país, no momento em que enfrenta uma denúncia de corrupção apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

“Hoje nós vivemos tempos que exigem, mais do que nunca, responsabilidade. A falta de responsabilidade, ela destrói empresas, corrói instituições”, disse Temer em cerimônia no Palácio do Planalto para marcar o 1 ano da Lei de Responsabilidade das Estatais.

"Continuaremos no caminho seguro da responsabilidade, vejam quantas vezes repeti a palavra responsabilidade na ideia... fundamentadora, estruturante do nosso Estado brasileiro, que é um Estado em que todos respondem pelos seus atos, seja onde estiverem: na atividade pública, na atividade privada, no Executivo, Legislativo, no Judiciário", acrescentou.

O presidente, cujo governo trabalha para garantir que a Câmara dos Deputados não autorize que a denúncia apresentada pela PGR seja examinada pelo Supremo Tribunal Federal, voltou a comemorar os baixos níveis da inflação, assim como os primeiros sinais de retomada do emprego.

“O Brasil não tem tempo a perder. Portanto, não tendo tempo a perder, acontece o que está acontecendo nesse momento. São empregos que estão voltando, é a inflação que está caindo ao nível inferior ao centro da meta", disse Temer.

"Os juros estão caindo sensivelmente e o Brasil está prosperando, o Brasil está respirando. Nós não podemos deixar que nada impeça esta respiração extraordinária que o país está tendo”, acrescentou.

Temer aproveitou também para dizer que, com a lei das estatais, frustrou interesses de "gente poderosa" que se aproveitava indevidamente das empresas públicas.

O comentário pode ser visto como uma alusão a empresas envolvidas na operação Lava Jato, incluindo a J&F, controladora da JBS, cuja delação de executivos serviu de base para a denúncia contra o peemedebista.

“Era preciso protegê-las (as estatais) de um certo assédio ilegítimo de quem quer que fosse", disse.

"Ao fazê-lo, nós frustramos interesses de gente poderosa. Eu pude verificar logo em seguida essa frustração de gente que se servia da atividade de empresas públicas para objetos não lícitos".