06 de agosto de 2020
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SIDROLÂNDIA

Teólogo, vereador caçoa da letalidade da Covid-19 em MS: "não pega não"

Vereador ainda diz ter "doado" dinheiro público para combate do vírus no interior

Formado em teologia, o pastor e Presidente da Câmara de Vereadores de Sidrolândia, Carlos Henrique Olindo (PDT), aparece em vídeo nesta  divulgado nesta 4ª-feira (15.julho), debochando da letalidade do coronavírus e ironizando que a doença "não pega não". A Covid-19 já matou mais de 70 mil pessoas em todo o Brasil, e levou ao óbito mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo. Em Mato Grosso do Sul, já são 183 vidas perdidas para doença e, há um crescimento em 114% no número de infectados.

Apesar disso, o vereador teólogo e Corretor de Imóvel, usou tom irônico, indicando alimentos para proteção a doença. "[sic] Aoooo moçada, tranquilo? Tá apovorado com esse negócio de coronuvico?... Ningém pega isso aí não, esse negócio de coronuvico". O político ainda indicou que as pessoas tomem "tereré", para elas apertar as mãos das outras. Além de indicar outros alimentos.  

“[sic] Fica nesse nhenhenhém, os gurizadas lá da padaria só come miolo de pão e com miolo de pão pega mesmo, não pega você tomar tereré bem cedo, água da raiz de fedegoso, chupar laranja, comer torresmo, agora se ficar aí pega”, disse no vídeo. 

Vale lembrar que são 93 óbitos em Mato Grosso do Sul em apenas 14 dias e quase 15 mil casos registrados no Estado segundo os dados do boletim epidemiológico de hoje. (Veja AQUI).

VEJA O VÍDEO 

À reportagem do Campo Grande News, o vereador argumentou que o vídeo é "imagem roubada", já que ele não permitiu que a imagem fosse compartilhada. Apesar de ter enviado o vídeo, segundo ele para um grupo privado no aplicativo WhatsApp, alguém 'vazou' o vídeo. 

O vereador é tão 'brincalhão' que disse se preocupar tanto com o coronavírus, que doou R$ 200 mil de dinheiro público, para combater o coronavírus. “Eu com certeza me preocupo [com a pandemia], tanto que eu fiz uma doação de R$ 200 mil”, disse ele, em alusão ao um valor que depois de questionado, ele disse ser dinheiro público, fruto da “economia da Câmara". Ou seja, o teólogo alega ter doado dinheiro público de volta à máquina pública? E ele acredita que isso é uma doação? 

Olindo ainda disse, que pretende acionar a polícia contra o que ele classificou como "vazamento" e compartilhamento do vídeo.