05 de agosto de 2021
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CPI da Folia: vereadora cobra investigação de gastos da gestão Nelsinho

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O intuito do vereador Chiquinho Telles (PSD) de criar a CPI da Folia causou incômodo entre alguns vereadores da oposição. A vereadora Thais Helena (PT) afirmou na manhã de hoje que, para ela, a Casa de Leis não pode "viver a base de CPI". Para  Thais,  as irregularidades constatadas na Fundac (Fundação Municipal de Cultura) não são suficientes para justificar a criação de uma CPI. "Já tivemos a CPI da Homex e da Saúde que nãod eram em anda. Sem falar da CPI do calote que só serviu para cassar o mandato de Bernal", desabafa Thais. Para a vereadora, se for para criar uma CPI da Folia, que seja para investigar os gastos da prefeitura durante os últimos cinco anos, ou seja, englobando a gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB). Thais rebateu as alegações  de alguns vereadores que a questionaram sobre suposta prática de superfaturamento por parte da prefeitura na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) durante a contratação de bandas para a Festa de Santo Antonio de 2013, promovida pela SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), na época sob sua gestão. Conforme a vereadora, surgiram boatos de que alguns artistas receberam cerca de R$ 200 mil por uma apresentação. "Isso nunca existiu, ao todo, incluindo atrações nacionais, foi gasto cerca de R$ 200 mil", explica Thais. A vereadora petista, ponderou também que a Câmara deveria investigar gastos a gestão e Nelsinho em relação à saúde, ao invés de criar uma CPI da Folia. "Hoje todo mundo sabe que o Nelsinho não usou os R$ 10 milhões de recursos federais do Gisa e ele até hoje não se explicou. Por que isso?", questiona a vereadora. Outra questão envolvendo a CPI da Folia com a qual a vereadora não concorda é o fato de presidente d Fundac, Juliana Zorzo, ter entregado documentos apenas a alguns vereadores. "Solicitei a Juliana que enviasse a todos os vereadores da Casa os documentos que ela entregou aos vereadores Eduardo Romero e Chiquinho Telles", finaliza.A CPI da Folia, ao que tudo indica, deve ser engavetada antes mesmo de sair do papel diante da divergência entre os vereadores. Para resolver a questão e não deixar de investigar as irregularidades, o vereador Chiquinho Telles decidiu propor uma audiência pública sobre o caso. " Ainda esta semana vou conversar com a Juliana Zorzo para que possamos fazer uma audiência pública na próxima sexta-feira. Com isso, ela poderá explicar os detalhes de como ela assumiu a Fundac trazendo para todos nós documentos e provas se houve superfaturamento ou não. Na audiência queremos ouvir também os técnicos que trabalharam na Funadc na gestão passada e os músicos que trabalharam nos eventos", explica Chiquinho, que, no entanto, não descartou a CPI por completo. Heloísa Lazarini e Tayná Biazus