01 de maro de 2021
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“Troca-troca” muda relação de forças e leva o imprevisível às eleições em MS

A chamada “janela” – permissividade das regras eleitorais que garante a quem quer ser candidato filiar-se a partidos até seis meses antes das eleições – já altera profundamente o tabuleiro político de Mato Grosso do Sul e produz situações novas ou inesperadas em vários municípios. Logo após a disputa de 2014, a eclosão de insatisfações motivou o início de um processo de debandada partidária, que atinge a maioria dos partidos.

O grande sinalizador nessa arrancada foi o rompimento entre a família Trad e o PMDB. Duas derrotas abalaram essa antiga relação: o candidato ao Governo, ex-prefeito Nelson Trad Filho, terceiro colocado na disputa do governo estadual, ficou de fora do segundo turno; e um de seus irmãos, Fábio, não conseguiu reeleger-se deputado federal. Ambos atribuíram o insucesso de suas candidaturas à falta de apoio do governo e acusaram o governador André Puccinelli de boicotá-los.

Até o mais votado dos deputados estaduais, Marquinhos Trad, irmão de Nelsinho e Fábio, mesmo reeleito para o terceiro mandato, não deixou de escancarar em publico, e com palavras duras, as diferenças entre a família e Puccinelli. A irmandade entrou no pós-eleição arrumando as malas para deixar o PMDB. Fábio foi o primeiro a abrir caminho. Saiu levando consigo a condição de primeiro suplente da Câmara e uma indissimulada amargura com o grupo andrezista.

Petebismo - Logo depois de Fábio foi a vez de Nelsinho desfalcar o PMDB. Voltou ao berço político da familia, o PTB, assumiu o comando do Diretório Regional e parece refeito da derrota em 2014, renovando-se politicamente nas funções dirigentes. Além de figurar entre as fortes alternativas para a sucessão campograndense, percorre o interior promovendo grandes atos de filiações. Em Corumbá, num só dia, ele e o PTB filiaram 800 pessoas, entre as quais o vereador Marcelo Iunes, ex-PDT, um dos nomes de peso para concorrer à Prefeitura.

O PTB coleciona outras adesões com pré-candidaturas estabelecidas em boa parte dos 57 municípios onde está organizado. O radialista Everal Pena Branca Bento, de Deodápolis, e o empresário cacildo Paião, de Bataypórã, integram essa lista. E não se pode esquecer que em Campo Grande, território de uma disputa política e pessoal que pode ser travada contra Puccinelli e seu grupo, Nelsinho mobiliza novas forças, entre elas a ex-secretária de Políticas Publicas da Mulher, Liz Derzi Matos, ex-PP e agora presidenta municipal do PTB. O vereador Chocolate, eleito pelo PP, já anunciou que retornará ao seio do petebismo.

Marquinhos Trad, por sua vez, prefere esperar antes de decidir se fica ou não no PMDB com Puccinelli. Quer ser candidato a prefeito, porém sabe que não conta com a unidade do partido a seu favor. Precisa pedir benção ao ex-governador, mas não acena. Até abril poderá optar pelo PTB do irmão – isto se Nelsinho não for candidato – ou o recém-criado Rede Sustentabilidade, liderado por Marina Silva. O PSD foi uma cogitação e o PSB seria um caminho, se o espaço disponível para uma pré-candidatura não estivesse ocupado por um novo e ilustre filiado, o médico e presidente da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores Publicos), Ricardo Ayache.

Candidato do PT pela primeira vez a um cargo político, em 2014 Ayache foi o terceiro mais votado ao Senado e obteve  votação que o remeteu a um patamar de considerável prestígio político e eleitoral. Não esperou a “janela” da reforma para filiar-se ao PSB, na expectativa de livrar-se de dois incômodos: o agonizante confronto entre correntes petistas e o desgaste acumulado da legenda mais visada e atacada no Brasil. Ele forma com a presidenta estadual do partido, a deputada federal Tereza Cristina, a dupla de referência para as eleições do ano que vem. O PSB quer aumentar de tamanho, no mínimo dobrando o elenco de 42 vereadores e quatro prefeitos em Mato Grosso do Sul.  

Mais mudanças – Em Dourados, o “troca-troca” é intenso e envolve figuras de projeção na temporada pré-eleitoral. Eventuais concorrentes já fizeram a revoada, sendo que por enquanto o mais afetado é o PMDB. O partido perdeu a vereadora Délia Razuk, agora no PR, e o ex-deputado federal Marçal Filho, acolhido pelos tucanos do PSDB. O ex-prefeito Zé Elias assinou a ficha do PHS e o servidor publico Wanderlei Carneiro a do PHS. Os quatro têm caminho aberto para 2016.

Mas a temperatura douradense pode subir, e muito, se ganhar consistência a versão segundo a qual o deputado estadual José Carlos Barbosinha (PSB), pré-candidato com apoio do prefeito Murilo Zauith (PSB), estaria com um pé no PSDB, “apadrinhado” pelo governador Reinaldo Azambuja. Esta seria uma das saídas dos adversários para abalar o favoritismo prévio que vem sendo creditado à pré-candidatura do deputado federal peemedebista Geraldo Resende. Em outras palavras, a disputa douradense reeditaria – e potencializaria – o confronto entre tucanos de Azambuja e peemedebistas de Puccinelli.

Com a vitória de Azambuja na sucessão estadual, os tucanos passaram a somar adesões no interior e fortalecer candidaturas, como a do prefeito Roberto Hashioka, de Nova Andradina, que buscará a reeleição. Em Campo Grande, a troca do Solidariedade pelo PSDB pôs o deputado federal Elizeu Dionísio num espaço onde, até agora, apenas uma pré-candidatura vinha pontuando, a da vice-governadora Rose Modesto. Se consumada a filiação de Rogério Rosalim, de Figueirão, eleito pelo PR, o PSDB chegará ao seu 14° prefeito. Até o primeiro semestre eram 11. O número subiu para 13, com o ingresso de Cacildo Pereira (Santa Rita do Pardo), ex-PRP, e Yuri Valeis (Sonora), ex-PR.

 

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