11 de abril de 2021
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Eleições 2018

Urnas marcam novas forças para influir no cenário de disputas em 2018

Mesmo sem a definição de quem vence o segundo turno em Campo Grande, as eleições que definiram 78 dos 79 prefeitos sulmatogrossenses já permitem montar um tabuleiro com as lideranças que ajudarão a influir nas disputas de 2018, especialmente na sucessão estadual e na luta por 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, oito da Câmara dos Deputados e três do Senado. Nomes conhecidos e lideranças emergentes chegam para renovar a correlação de forças entre os partidos que estarão empenhados na abertura e na ampliação de seus espaços políticos. 

Boa parte desses protagonistas não é formada por estreantes na vida publica, porém com a vitória nas disputas municipais adquiriram novo fôlego e uma raia muito maior para estender sua influência. É o caso da prefeita eleita de Dourados, Délia Razuk (PR). Esposa do ex-deputado estadual Roberto Razuk, ela é vereadora de segundo mandato e primeira suplente de deputada estadual. Seu êxito teve recorte especial porque foi vitoriosa no segundo maior colégio eleitoral do Estado, derrotando um candidato ungido pela Governadoria, o deputado federal Geraldo Resende (PSDB), e um pupilo político do ex-governador André Puccinelli, o deputado estadual Renato Câmara (PMDB).

Para ter em sua campanha os ventos favoráveis da vitória, além dos votos de quase 40% do eleitorado Délia contou com o providencial sopro do decano Londres Machado, que na condição de dirigente máximo do PR lhe ofertou a sigla para garantir sua candidatura. Délia era do PMDB, mas o partido, sob o comando de Geraldo Resende, não deu chance alguma para ser a indicada. A vereadora decidiu então mudar de filiação e encontrou no PR a melhor alternativa. Resende, sem o esteio necessário no PMDB, também mudou e apostou no PSDB.

No entanto, Délia Razuk toma todo cuidado para não criar nenhum tipo de arestas, evitando antecipar planos políticos e eleitoais que só serão tratados daqui a dois anos. Para ela, o apoio do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é fundamental, até porque, como enfatiza, trata-se de uma liderança municipalista e comprometida no diálogo com os prefeitos. "O governador já presidiu a Associação dos Municípios {Assomasul}, tem sensibilidade e visão para entender a importância estratégica da parceria com as prefeituras. Acredito que juntos poderemos otimizar os investimentos em favor do povo douradense", pontua.

SUPORTE - É natural que após as municipais as atenções comecem a dirigir-se às eleições de 2018 e aos passos que serão dados por Reinaldo Azambuja para buscar a reeleição. Vários candidatos a prefeitos vitoriosos, ancorados em coligações lideradas por partidos aliados, dão ao governador a tranquilidade de vislumbrar um arco de parcerias e entendimentos políticos e eleitorais bem mais amplo que o construído na primeira eleição, em 2014.

Só o PSDB elegeu 37 prefeitos no interior. Destacam-se nesse arsenal de forças políticas os vitoriosos Ângelo Guerreiro (Três Lagoas), Ruiter Cunha (Corumbá), Hélio Peluffo (Ponta Porã), Odilon Ribeoro (Aquidauana), Odílson Soares (Bonito), Dr Bandeira (Amambai), Ronaldo Miziara (Paranaíba) e Guilherme Monteiro (Jardim) e Reinaldo Piti (Bela Vista). Também se alinham com o PSDB ou com o governador Reinaldo Azambuja outros partidos que também elegeram seus prefeitos, como o PR (nove), PSB (quatro), DEM (três), PDT (dois), PTB (um), PSC (um), PSL (um) e PMN (um).