12 de junho de 2021
Campo Grande 25º 14º

Vaccari é preso por Moro em nova fase da Lava Jato

A- A+

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal em sua casa, em São Paulo, em nova fase da operação Lava Jato. Ele vai ser deslocado pela polícia para Curitiba.

A PF executa ainda mandado de condução coercitiva contra a mulher de Vaccari, Giselda Rousie de Lima, que foi ouvida pelos policias em casa. Sua cunhada é procurada.

Recentemente, ele negou acusações de irregularidade e envolvimento no esquema do doleiro Alberto Youssef: “Durante o período que estou na tesouraria sempre que fiz visitas a empresas ou pessoas físicas que fizeram doações. Elas foram feitas de forma voluntária, sem nenhum outro compromisso. Essa tem sido nossa forma de fazer a arrecadação do PT. Prestamos conta dessa arrecadação ao TSE e nunca tivemos problemas com a Receita”, disse ao depor na CPI da Petrobras.

Em relação ao doleiro Alberto Youssef, o tesoureiro do PT disse que o conheceu casualmente há muitos anos e também não teve qualquer tipo de negociação financeira com ele.

Leia abaixo a matéria da Reuters sobre o assunto:

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, em mais uma fase da operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e partidos políticos, informou a mídia nesta quarta-feira.

Em nota, a PF informou que foram cumpridos um mandado de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e um mandado de condução coercitiva na 12ª etapa da operação.

De acordo com veículos de comunicação, Vaccari foi preso em casa, em São Paulo, e será levado pela PF para Curitiba, onde estão concentradas as investigações da Lava Jato.

Vaccari responde a processo relacionado à Lava Jato sob acusação de receber doações para o PT oriundas de propinas pagas por empreiteiras para a obtenção de contratos com a Petrobras.

Segundo o Ministério Público Federal, o tesoureiro do PT tinha conhecimento da origem ilícita das doações. Vaccari e o partido negam as acusações.

Em depoimento à CPI da Petrobras na semana passada, Vaccari negou ter tratado das finanças do partido com executivos da Petrobras investigados no caso de corrupção na estatal, além de afirmar mais de uma vez que não cuidou da parte financeira da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)