12 de junho de 2021
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Vereadores cogitam deixar base caso Olarte não mude postura

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Vereadores tem Campo Grande tem cogitado a hipótese de deixar a base do prefeito Gilmar Olarte (PP), dentro da Câmara Municipal, caso o progressista não cumpra com os acordos e não mude a sua postura, já que ainda há falta de diálogo entre os parlamentares e o chefe do executivo municipal.

Um dos partidos que pode deixar a base é o PTB de Edson Shimabukuro. Conforme explicou, até o momento o partido continua na base, mas há uma audiência marcada entre a sigla e Olarte para “acertar os ponteiros”, como classificou o vereador.

De acordo com ele, o PTB fazia parte do executivo com a Agetran (Agencia de Transporte), porém, o partido a perdeu e agora busca espaço. Shimabukuro disse que uma promessa do prefeito seria a Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação), mas até o momento não há nada concreto.

“A parceria acontece quando se caminha de mãos dadas, onde cada um puxa para o mesmo lado, quando tiver puxando em lados opostos, aí não tem condições”, disse o vereador , acrescentando ainda que podem haver consequências negativas ou positivas, tudo dependerá da reunião com Olarte.

Outro que está insatisfeito com o atual prefeito é o vereador Herculano Borges (SDD), que disse que ainda é da base, mas que há um compromisso do prefeito com os vereadores, no qual, no momento em que a Casa de Leis retornar do recesso, o prefeito tenha mais diálogos e mude sua postura.

“Vamos aguardar  o proceder, esse diálogo precisa melhorar. Se não houver melhora nós iremos reavaliar a situação e com certeza poderemos assumir até uma postura indetendente”, garantiu Herculano.

A peemedebista Magali Picarelli disse que irá decidir se continua ou não na base do prefeito no momento em que começar o ano legislativo. Conforme disse, a maneira que o prefeito está se portando frente aos vereadores pode fazer com que ela deixe a base.

“Isso pode influenciar sim, mas eu serei coerente, não posso ser contra algo porque não sou da base ou ser a favor porque estou na base. Prefiro ter atuação independente”, concluiu a parlamentar.

Tayná Biazus