19 de junho de 2021
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Chapéu" no Palmeiras custou R$ 10 milhões, mas virou mico no Corinthians

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Em 2015, Dudu virou sinônimo de "chapéu".

Ficou muito perto de reforçar o Corinthians, namorou sério com o São Paulo e, sem qualquer alarde, acabou contratado pelo Palmeiras. No clássico entre corintianos e palmeirenses no próximo domingo, marcado para Itaquera, Dudu é um dos principais personagens. Não é, definitivamente, o caso de Vítor Júnior, o chapéu de alvinegros sobre alviverdes em 2012. 

À margem do elenco comandado por Tite, Vítor cumpre hoje o último ano de seu milionário contrato de quatro anos assinado com o Corinthians. Ele treina separadamente dos demais jogadores corintianos, mas bem que poderia estar do outro lado. 

Liderada pelo então presidente Arnaldo Tirone e o vice Roberto Frizzo, a diretoria palmeirense atendeu a um pedido de Luiz Felipe Scolari para ir atrás de Vítor Júnior no fim de 2011. O meia era destaque do Atlético-GO e o acerto foi encaminhado com um representante autorizado pelo atleta, Roberto Faustin. O Palmeiras pagaria R$ 90 mil em salários, além de R$ 400 mil em luvas. Enviou o contrato, passagens aéreas...mas o Corinthians agiu. 

Em um de seus últimos atos como presidente corintiano, Andrés Sanchez e o agente Carlos Leite convenceram Vítor Júnior a recuar em relação ao Palmeiras e assinar com o Corinthians. Para isso, o clube acertou contrato de quatro anos e salários que aumentavam progressivamente a partir de R$ 120 mil. Carlos Leite, que detinha direitos econômicos, recebeu mais de R$ 2 milhões na operação. Na somatória, Vítor custa mais de R$ 10 milhões. E virou mico.

Ainda em sua passagem anterior, Tite não era entusiasta da contratação de Vítor Júnior, mas prevaleceu o desejo da diretoria. Depois de oito jogos, um cartão vermelho e nenhum gol, o jogador acabou emprestado ao Botafogo. Nos últimos dois anos, Vítor ainda passou por Internacional, Coritiba e Figueirense, mas nunca se firmou como titular. 

Em 2014, Vítor Júnior chegou a deixar o Figueirense porque o Corinthians havia viabilizado sua venda para o León-MEX por quase R$ 1,5 milhão, mas o negócio emperrou na reta final. Foi a última chance de recuperar parte do prejuízo. 

Nos últimos tempos, o departamento de futebol do Corinthians tentou envolvê-lo em negociações, mas Vítor preferiu treinar separadamente e continuar com os salários que, hoje, já são de quase R$ 200 mil. Tite, que precisa de um reforço exatamente para essa função, nem pensa reintegrá-lo.