05 de dezembro de 2021
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GRUPO EXTREMISTA

Vítima do Talibã, fotos de jogadora decapitada supostamente circulam no Afeganistão

Direitos sociais e políticos das mulheres estão em cheque desde a retomada do grupo extremista

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Jornais de todo o mundo começam a divulgar que uma jogadora de vôlei, Mahjabin Hakimi, foi vítima do grupo extremista Talibã, morta decaptada no início do mês por dois supostos motivos: praticar esporte sem o hijab - véu que cobre a maior parte do rosto das mulheres -e ser Hazara- povo de origem mongol perseguido pelo Talibã.

Segundo o Independent Persian, Hakimi era membro da seleção nacional feminina de vôlei afegã, jogadora juvenil, segundo uma das treinadoras da equipe, que divulgou a informação mantendo seu nome em sigilo por medo de perseguições. Ela aponta que o assassinato provavelmente aconteceu no começo do mês, oculto até então porque a família - que saberia a hora e maneira exata da ocorrido - foi ameaçada. 

Creditada pelo Independent como Suraya Afzali, uma das fontes responsáveis pela equipe disse que com o colapso do governo, atletas femininas afegãs enfrentaram uma séria ameaça à segurança. Houve perseguição por parte do grupo extremista, que revistou casas de várias atletas. 

Conta ainda que apenas duas jogadoras da equipe conseguiram deixar o Afeganistão por meio de ação pessoal, e o restante dos membros da equipe dentro do Afeganistão estão sob ameaça e terror. "Todas as jogadoras do time de vôlei e o restante das atletas femininas estão em uma situação ruim, desesperadas e com medo", aponta Afzali. 

Com a morte de Mahjabin, aumentou o medo de outras atletas serem alvo do Talibã, que no poder, controla todas as atividades femininas nas esferas esportiva, política e social, que estão interrompidas, restringindo essa população de viver e trabalhar com segurança. 

Ainda, segundo o Independent Persian, a imagem sem vida de Jabin Jab com o pescoço decepado e ensanguentado foi publicada nas redes sociais afegãs.