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BAIXA UMIDADE | SAÚDE

Sem chuva à vista, tempo seco da Capital traz prejuízo para a saúde da pele e dos olhos

Especialistas alertam para os riscos à saúde, que se agravam nessa época mais seca do ano

Ainda que sem tanto frio, inverno segue até setembro com níveis de umidade próximo a "clima de deserto" - (MSGov)

Ainda que o inverno dure até o mês de setembro, pelo menos os próximos dias devem ser quentes em Campo Grande, pelo, com temperaturas entre 17 e 32 graus até a próxima 2ª feira (16.ago.2021) e sem nenhuma possibilidade de chuva, o que aumenta a preocupação com o tempo seco. 

Sem uma previsão de chuva, pelo menos até o fim do mês de agosto, segundo informações do portal ClimaTempo, a baixa umidade no ar, que causa desconforto ao respirar, pode ser prejudicial também para a pele e olhos, de acordo com especialistas, que relatam os olhos secos e vermelhos, coceiras, feridas e alergias na pele como alguns dos efeitos sentidos no corpo. 

“Neste período seco aumenta a evaporação do filme lacrimal, que pode piorar em pessoas que usam muito o computador, pois, ao usar telas piscamos menos, diminuindo a lubrificação ocular”, aponta o Dr. Eduardo Rodrigo Zanin, que é oftalmologista da Unimed CG. 

Característica por seu período chuvoso no verão e seco no inverno, cerca de um mês após o início da estação fria (que começou oficialmente em 21 de junho), Campo Grande já registrava clima semelhante ao desértico, com a menor taxa de umidade relativa do ar registrada que, em 22 de julho, chegou na casa de 7% de segundo meteorologistas, considerado estado de emergência pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Não tão distante desse percentual, nos próximos dias a umidade relativa do ar tende a variar e chegar próximo de 11%, já que agosto é conhecido como o mês com menores índices de umidade relativa e há zero possibilidade de chuva pelos próximos dias. 

De acordo com a dermatologista da Capital, Dra. Gabriely Lessa Sacht, os dias de tempo seco tendem a agravar ainda mais o ressecamento característico que a pele já sofre no inverno. "Ela fica mais ressecada, com tendência a coceirinhas, inflamações, feridas e dermatites. Então é importante ter um cuidado especial com a nossa pele nessa época do ano", aponta ela, que elenca ainda uma série de cuidados diários que podem ser seguidos:  

"Outro cuidado importantíssimo é consumir muita água, de dois a três litros, pois não adianta só reforçarmos a hidratação externa e não estarmos nos hidratando, tanto no frio quanto no calor. Esses cuidados são fundamentais para manter a pele bem neste momento, além de evitar descamação, perda do viço, do brilho da pele, feridas, coceiras e alergias”, finaliza a Dra.