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CULTURA | TEATRO

Grupo indígena de Amambai apresenta espetáculo "Gritaram-me Bugra" no Campo Grande em Cena

Elenco 100% indígena cobra respeito e pergunta em espetáculo: "O que é ser bugra?"

O Festival é um Projeto incentivado pelo Fundo de Investimentos Culturais - FIC/MS, em parceria com o SESC MS - Sesc Cultura.

O grupo de Teatro Liberdade PKR - Pa'i Kuara Rendy (que significa: ‘Raio do Sol’), formado na Aldeia Amambai apresenta o espetáculo “Gritaram-me Bugra”, nesta sexta (12.out.21) das 18h às 19h no Sesc Cultura - na Avenida Afonso Pena, 2270 - Centro. Para ir assistir, precisa solicitar antecipadamente o ingresso, gratuito. CLIQUE AQUI e peça seu ingresso.  

Eles foram selecionados e integram a programação do Festival Campo Grande Em Cena, que acontece desde 3 de novembro e segue até 13 de novembro na capital sul-mato-grossense.

Conforme a sinopse, o espetáculo dirigido por Duadino Martines conta a história de uma indígena que fala sobre ser uma nativa e como o preconceito e a discriminação afetam a sua vida. “Um misto de tristeza e orgulho de ser chamada de bugra, que remete à cultura indígena do país como um ser inferior e que muitas vezes soa como ofensa. Ela expõe a questão do feminicídio e reflete sobre sentir orgulho de ser quem ela é, valorizando as cores e ritos de sua cultura por meio dos instrumentos Guarani Kaiowá e os cantos”, diz o texto. 

O grupo é formado 100% de indígenas Guarani Kaiowáda. Estão no elenco: Cristiane Lossate, Adeilson Gonçalves Vasques, Gebesson Losano, Letícia Duarte Martins, Athaiele Souza e Poliane Velasques Lima. A maquiagem e figurino estão sendo assinados por Elza Rodrigues. A produção é de Alessandra Tavares. 

Pa’i Kuara Rendy começou a produzir arte em 2016 e conta com 12 integrantes. Eles estrearam com o espetáculo “Filhos dessa Terra”.

“O Grupo PKR têm por objetivo a valorização da cultura Indígena. Trabalhamos canto e dança Guarani Kaiowa e outros ritmos. O objetivo do grupo é valorizar a identidade do jovem de nossa aldeia Estado e País”, disse Duadino. 

Em um documentário feito com recurso a partir da Lei Aldir Blanc, Duadino conta como nasceu o PKR. Veja abaixo: