ELEIÇÕES 2026
Frente pró-Lula e Fábio Trad recebe PDT e segue ganhando musculatura e capilaridade em MS
Mobilizada em torno do PT, a frente democrática que apoiará a reeleição do presidente Lula e prepara o lançamento da candidatura do ex-deputado federal Fábio Trad ao governo sul-mato-grossense começa a crescer e abrir espaços com a chegada de novas e significativas forças partidárias. Ontem (terça-feira, 13), Fábio e o deputado federal Vander Loubet, presidente regional do PT, entre outras lideranças, receberam em Campo Grande o advogado Guilherme Campelo, enviado pela direção nacional do PDT para ajustar entendimentos relativos à composição da aliança nas próximas eleições.
Durante o encontro, que incluiu conversas telefônicas ao telefone do presidente nacional da sigla trabalhista, Carlos Lupi, com Fábio e Vander, o foco principal foi dar andamento às conversas para ampliar a frente democrática pró-reeleição de Lula e de apoio às candidaturas do mais amplo campo democrático no País. O objetivo maior é acrescentar à Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB — outros partidos que se opõem à extrema direita, entre eles o PDT, PSB, PSTU, Psol e Rede.
Segundo Campelo, o PDT não abre mão de preservar e fortalecer a tradição democrática e de combate ao fascismo, marcas de sua história. O seu argumento traduz a presença dos trabalhistas neste campo da política brasileira. Na opinião de Fábio Trad, é animador saber que os caminhos para estes entendimentos foram abertos e são percorridos por pavimentos democráticos “de um país consciente de sua força, determinado a guardar sua soberania”. Vander, pré-candidato ao Senado, ressaltou a expressiva contribuição do PDT com a restauração da democracia no Brasil e enalteceu o papel do trabalhismo na consciência transformadora da sociedade.
CRESCIMENTO
Em Mato Grosso do Sul, o crescimento da frente democrática tem criado perspectivas promissoras aos partidos que a compõem. Além de Lula presidente, Fábio governador e Vander senador, este palanque fará também as campanhas das candidaturas para a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado.
“À medida que o calendário eleitoral avança, o nosso movimento se fortalece, ganha musculatura e capilaridade”, festejou Fábio. Não está descartada a adesão de outras legendas ou lideranças conservadoras ou de centro que se recusam a fazer companhia eleitoral à extrema direita, como no caso de vários emedebistas históricos. “O nosso traço de união é nítido, objetivo, de absoluta visibilidade — chama-se democracia. E é por ela, para defendê-la dos que desejam destruí-la, que estamos somando as forças”, salientou Vander.
