MS Notícias

'GOLPISTA NA JAULA'

Após reclamações, Moraes manda Bolsonaro para a 'Papudinha'

A nova acomodação tem quase 65 metros quadrados, com área interna ampla e espaço externo. Há banheiro, quarto, sala, cozinha e lavanderia

Ex-mandatário golpista Jair Bolsonaro. Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Jair Bolsonaro foi transferido na 5 ª feira (15.jan.26) para o 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, no Complexo da Papuda. O destino é a chamada 'Papudinha', versão reduzida — e adaptada — do sistema prisional.

O ex-presidente ficará em Sala de Estado Maior, prerrogativa já utilizada enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. A mudança não altera o status jurídico, mas melhora o endereço.

A nova acomodação tem quase 65 metros quadrados, com área interna ampla e espaço externo. Há banheiro, quarto, sala, cozinha e lavanderia. Um conjunto que passa longe da ideia clássica de cela.

Moraes também autorizou assistência médica particular 24 horas por dia. Em caso de emergência, Bolsonaro poderá ser levado imediatamente a um hospital, com comunicação posterior à Justiça.

As visitas familiares seguem liberadas. Michelle Bolsonaro, os filhos e a enteada poderão comparecer em dias e horários previamente definidos, duas vezes por semana.

O despacho do ministro foi direto ao ponto: as condições são “excepcionais e privilegiadas”, mas não configuram “colônia de férias”. Uma resposta explícita às narrativas de perseguição que circulam entre aliados.

Além da estrutura física, Bolsonaro terá direito a fisioterapia, alimentação especial entregue diariamente, assistência religiosa, equipamentos para exercícios e até participação em programa de remição de pena por leitura.

A transferência, segundo Moraes, permite iniciar imediatamente os cuidados médicos solicitados pela defesa — algo que, segundo ele, não era viável na PF.

O ministro também fez questão de registrar incômodo com declarações públicas de Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Para Moraes, as críticas à custódia anterior fazem parte de uma estratégia para desacreditar o cumprimento regular da decisão judicial.