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DIVINÓPOLIS (MG)

Bebê de 1 ano cai da cama e tem carregador de celular cravado na cabeça

O impacto do corpo contra o chão fez com que o objeto, servindo de anteparo, perfurasse o osso frontal

A principal hipótese é que a menina estava com o carregador na mão quando caiu da cama e o objeto atingiu a cabeça de forma que perfurou a região frontal do crânio, perto do olho.

Uma menina de apenas 1 ano foi submetida a uma cirurgia de emergência no Complexo de Saúde de Divinópolis (MG), após sofrer um acidente doméstico incomum e grave na última 3ª feira (13.jan.26).

A criança caiu da cama enquanto segurava um carregador de celular. Na queda, os pinos do plugue perfuraram a região frontal de seu crânio, alojando-se na testa, a milímetros da órbita ocular.

De acordo com o boletim médico e relatos colhidos pela equipe hospitalar, o incidente ocorreu em um breve intervalo em que a mãe da criança se ausentou do quarto para ir ao banheiro.

A principal hipótese técnica, corroborada pela posição da lesão, é que a menina segurava o dispositivo com as mãos no momento em que se desequilibrou. O impacto do corpo contra o chão fez com que o objeto, servindo de anteparo, perfurasse o osso frontal.

ESTADO DE SAÚDE

O neurocirurgião responsável pelo caso, Dr. Bruno Castro, detalhou que a paciente deu entrada na unidade com o objeto ainda fixado à cabeça.

A equipe médica optou por não remover o carregador imediatamente no pronto-socorro, encaminhando a criança diretamente ao bloco cirúrgico. A medida visava controlar possíveis hemorragias e minimizar danos aos tecidos cerebrais durante a extração.

Segundo o Dr. Castro, a cirurgia envolveu a retirada do corpo estranho, limpeza minuciosa da área para evitar infecções e reconstrução dos tecidos moles e ósseos afetados.

"A única possibilidade plausível é que ela caiu sobre o objeto que segurava. Por uma questão de centímetros, a visão não foi comprometida", avaliou o especialista em nota técnica.

Até o fechamento desta reportagem, a criança permanece internada em observação na ala pediátrica. O quadro é estável.

Os exames pós-operatórios não indicaram, até o momento, sinais de sequelas neurológicas motoras ou cognitivas, embora o acompanhamento continue rigoroso devido ao risco de infecções tardias.