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AGRICULTURA FAMILIAR

Petistas lançam programa de R$ 10 milhões para agroindustrialização em MS

Iniciativa estabelece seis eixos de investimento para estruturar produção e ampliar renda no campo

Autoridades durante evento nesta segunda-feira (02). Foto: Pedro Roque

Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) em Campo Grande (MS), lançaram nesta 2ª feira (2.mar.26) do Programa de Agroindustrialização da Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul.

O evento foi realizado no Teatro da Faculdade Insted.

A iniciativa é articulada pelo deputado estadual Zeca do PT, com apoio dos deputados federais Vander Loubet e Camila Jara.

O programa prevê investimentos de quase R$ 10 milhões em ações voltadas ao fortalecimento da agroindústria familiar no Estado.

Durante a solenidade, o vereador Landmark Rios destacou o papel estratégico da industrialização da produção rural para ampliação de renda no campo.

“A agroindústria familiar é estratégica dentro da agricultura familiar, pois ela agrega valor. Ela aumenta a renda, transforma os produtos primários em produtos processados e de qualidade. Você acaba agregando valor, aumentando o valor final desses produtos e garantindo lucro certo para as famílias. A agricultura familiar é voltada à gestão familiar e focada na produção. Isso vai fortalecer e engrandecer a economia local das cooperativas, das associações, dos nossos assentamentos. Parabéns ao deputado Zeca, Camila e Vander, a todos que pensaram esse momento para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul”, afirmou.

O vereador tem defendido pautas relacionadas à agricultura familiar no Legislativo municipal.

Entre as propostas apresentadas está a criação do Selo da Agricultura Familiar e a implantação de um cinturão verde para assentamentos em Campo Grande.

O programa estadual está estruturado em seis linhas de ação.

Entre elas, aquisição de equipamentos, capacitação técnica, seminários de acesso ao crédito, perfuração de poços com energia fotovoltaica, apoio tecnológico e adequação sanitária.

As agroindústrias contempladas atuam principalmente nos segmentos de leite e derivados, panificação, mel, mandioca e frutas.

Ao discursar, Zeca do PT destacou o alcance social da proposta.

"Agregar valor naquilo que essa gente da agricultura familiar produz significa renda. E renda significa cidadania". 

Ele também mencionou a necessidade de políticas complementares à reforma agrária.

"A luta pela terra não se esgota na conquista do lote. A reforma agrária precisa de investimentos, de estrada, casa, água, luz, assistência técnica, crédito e políticas de comercialização". 

A superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no Estado, Marina Nunes Viana, apontou o impacto da medida para famílias assentadas.

“Pensar na agroindústria é pensar o desenvolvimento de cada uma das mais de 30 mil famílias assentadas. A agricultura familiar é responsável pela produção do alimento saudável que chega à mesa da sociedade”.

Camila Jara ressaltou a necessidade de estruturação da cadeia produtiva.

“Dar a terra não é suficiente. É preciso garantir água, melhorar a estrada e produzir agroindústrias para que vocês possam devolver para a sociedade alimentos de qualidade”, disse.

Vander Loubet afirmou que o investimento deve abranger todas as etapas da produção.

"É esse conjunto, essa cadeia toda, que vai fazer a gente agregar valor e dar renda aos nossos agricultores familiares". 

Representando comunidades tradicionais, Lucineia de Jesus Domingos Gabilon, da Associação Comunidade Quilombola Chácara Buriti, destacou a aplicação prática da política pública.

“Os pequenos produtores sabem produzir. Às vezes se tem uma perda muito grande. Essas vertentes da agroindústria vêm ao encontro das necessidades dos produtores, industrializando seus produtos e inserindo no mercado, inclusive na merenda escolar”, concluiu.