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OPERAÇÃO AGRO-FANTASMA

Ex-deputado Sérgio Assis é preso em ação contra fraude de R$ 58 milhões

Sérgio foi deputado estadual por Mato Grosso do Sul pelo PSB, partido que presidiu, entre 2003 e 2006

Ex-deputado estadual Sérgio Assis. (Foto: Reprodução, Redes Sociais)

A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio de unidades especializadas de Mato Grosso do Sul, deflagrou nesta 4ª feira (4.mar.26) a Operação Agro-Fantasma.

De acordo com os investigadores, a ação tem o objetivo de desarticular uma estrutura empresarial suspeita de aplicar golpes milionários no setor de grãos.

Entre os alvos está o ex-deputado por Mato Grosso do Sul, Sérgio Assis, preso em flagrante durante o cumprimento dos mandados.

Sérgio foi deputado estadual por Mato Grosso do Sul pelo PSB, partido que presidiu, entre 2003 e 2006. Em 2006, concorreu a vice-governador na chapa de Delcídio. Foi suplente de deputado federal em 2010 e voltou a disputar vaga na Alems em 2014, mas não se elegeu.

COMO O GRUPO AGIA

De acordo com as investigações, o grupo operava uma empresa agropecuária que aparentava solidez financeira para atrair produtores rurais.

A estratégia consistia em convencer as vítimas a utilizarem os nomes de suas propriedades para realizar a compra de grãos a prazo.

Além do estelionato, os envolvidos são investigados por associação criminosa, fraude fiscal e recebimento de créditos indevidos.

SÉRGIO ASSIS

O desdobramento jurídico envolvendo o ex-deputado Sérgio Assis apresentou uma reviravolta nas últimas 24 horas. A Justiça havia expedido um mandado de prisão preventiva contra ele, que acabou revogado na 3ª feira (3), véspera da operação.

Contudo, durante as buscas realizadas hoje, Assis foi flagrado com 200 munições de calibre 22.

Devido à posse do material, ele foi conduzido à delegacia, mas acabou liberado após o pagamento de fiança.

BENS DE LUXO APREENDIDOS

A operação não se limitou a prisões e buscas. O Judiciário determinou o bloqueio de contas e o sequestro de bens móveis e imóveis para garantir o ressarcimento das vítimas. Entre os itens na mira da polícia, destacam-se:

A ofensiva contou com o suporte do Garras-MS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) e do Dracco-MS (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), com mandados cumpridos em Cuiabá, Alto Taquari, ambas cidades mato-grossenses e Campo Grande (MS).