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CLEVELAND (OH - EUA)

Mãe mata filhas de 8 e 10 anos, coloca corpos em malas e enterra no Parque

A mulher travava uma batalha judicial com os pais das crianças para ficar com a guarda delas

Aliyah Henderson, de 28 anos, durante audiência de instrução em 6 de março de 2026 no Tribunal Municipal de Cleveland. À direita, uma foto de 2019 da mãe, Aliyah Henderson, com suas duas filhas: Amor Wilson à esquerda e Mila Chatman à direita.

Aliyah Henderson, de 28 anos, foi presa em Cleveland, no estado de Ohio (EUA), na última semana. Aliyah é acusada de assassinar suas duas filhas, Mila Chatman, de 8 anos, e Amor Wilson, de 10 anos. 

Os corpos das crianças foram localizados em uma cova rasa dentro de um parque, escondidos em malas. Ambas em avançado estado de decomposição.

O caso veio à tona na 2ª feira (2.mar.26), quando Phillip Donaldson, um passeador de cães que trabalhava na região de Collinwood, percebeu um comportamento atípico em um dos animais. O cão insistiu em farejar um pequeno monte de terra que, segundo a testemunha, já estava no local há cerca de sete dias.

Ao investigar o ponto indicado pelo animal, Donaldson encontrou malas parcialmente submersas. Ao abrir o objeto, deparou-se com restos mortais humanos e acionou a polícia.

HISTÓRICO DE DISPUTA JUDICIAL

As investigações revelaram um histórico familiar conturbado. O pai de Mila, DeShaun Chatman, relatou à polícia que tentava obter a guarda da filha há quase cinco anos sem sucesso. Segundo ele, a última vez que viu a menina foi em 2021, antes de Aliyah desaparecer com as crianças e mudar constantemente de endereço para evitar ser localizada pela justiça.

O pai da segunda vítima, Amor Wilson, enfrentava uma situação idêntica, também lutando judicialmente para recuperar o contato com a filha antes do desfecho trágico.

SILÊNCIO NO TRIBUNAL E FIANÇA MILIONÁRIA

Presa na 4ª feira (4.mar.26), Aliyah Henderson manteve-se em silêncio durante os interrogatórios, sem oferecer explicações sobre a motivação ou as circunstâncias das mortes. Diante da gravidade das acusações de homicídio qualificado, o juiz Jeffrey Johnson fixou uma fiança de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10 milhões), citando o risco que a acusada representa à ordem pública.

A chefia de polícia de Cleveland, representada por Dorothy Todd, afirmou que a corporação segue empenhada em reconstruir os últimos passos das vítimas para entender como o crime foi executado.