CLEVELAND (OH - EUA)
Mãe mata filhas de 8 e 10 anos, coloca corpos em malas e enterra no Parque
A mulher travava uma batalha judicial com os pais das crianças para ficar com a guarda delas
Aliyah Henderson, de 28 anos, foi presa em Cleveland, no estado de Ohio (EUA), na última semana. Aliyah é acusada de assassinar suas duas filhas, Mila Chatman, de 8 anos, e Amor Wilson, de 10 anos.
Os corpos das crianças foram localizados em uma cova rasa dentro de um parque, escondidos em malas. Ambas em avançado estado de decomposição.
O caso veio à tona na 2ª feira (2.mar.26), quando Phillip Donaldson, um passeador de cães que trabalhava na região de Collinwood, percebeu um comportamento atípico em um dos animais. O cão insistiu em farejar um pequeno monte de terra que, segundo a testemunha, já estava no local há cerca de sete dias.
Ao investigar o ponto indicado pelo animal, Donaldson encontrou malas parcialmente submersas. Ao abrir o objeto, deparou-se com restos mortais humanos e acionou a polícia.
HISTÓRICO DE DISPUTA JUDICIAL
As investigações revelaram um histórico familiar conturbado. O pai de Mila, DeShaun Chatman, relatou à polícia que tentava obter a guarda da filha há quase cinco anos sem sucesso. Segundo ele, a última vez que viu a menina foi em 2021, antes de Aliyah desaparecer com as crianças e mudar constantemente de endereço para evitar ser localizada pela justiça.
O pai da segunda vítima, Amor Wilson, enfrentava uma situação idêntica, também lutando judicialmente para recuperar o contato com a filha antes do desfecho trágico.
SILÊNCIO NO TRIBUNAL E FIANÇA MILIONÁRIA
Presa na 4ª feira (4.mar.26), Aliyah Henderson manteve-se em silêncio durante os interrogatórios, sem oferecer explicações sobre a motivação ou as circunstâncias das mortes. Diante da gravidade das acusações de homicídio qualificado, o juiz Jeffrey Johnson fixou uma fiança de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10 milhões), citando o risco que a acusada representa à ordem pública.
A chefia de polícia de Cleveland, representada por Dorothy Todd, afirmou que a corporação segue empenhada em reconstruir os últimos passos das vítimas para entender como o crime foi executado.
