PERDEU A CONDICIONAL
Goleiro Bruno está foragido da justiça
A Justiça do Rio de Janeiro passou a considerar o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza como foragido após ele não se apresentar à Justiça depois da expedição de um mandado de prisão por descumprimento das regras da liberdade condicional.
A decisão foi tomada ontem, 3ªfeira (10.mar.26) pela Vara de Execuções Penais do estado.
De acordo com a determinação judicial, o ex-atleta deixou o estado do Rio de Janeiro sem autorização do Judiciário, o que configura violação das condições estabelecidas para a manutenção do benefício concedido.
Com isso, a Justiça entendeu que ele perdeu o direito ao livramento condicional. A consequência imediata é a retomada do cumprimento da pena no regime semiaberto.
Informações do processo indicam que Bruno viajou para o estado do Acre no dia 15 de fevereiro. Durante a passagem pelo estado, ele chegou a participar de uma partida oficial.
O goleiro atuou pela equipe Vasco Futebol Clube do Acre em um confronto válido pela Copa do Brasil, realizado no dia 19 de fevereiro. O time acabou eliminado após disputa de pênaltis.
Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega afirmou que o comportamento do condenado demonstra desrespeito às condições impostas pela Justiça.
Segundo o magistrado, não há justificativa para alegação de desconhecimento das regras do benefício, uma vez que elas são formalmente apresentadas ao apenado no momento da concessão.
Bruno foi condenado em 2013 pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, com quem teve um filho. O crime ocorreu após o desaparecimento da jovem em junho de 2010.
A sentença determinou pena de 23 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O caso teve grande repercussão nacional.
Embora o crime tenha ocorrido em Minas Gerais, o corpo da vítima nunca foi localizado pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Em 2019, o ex-goleiro conseguiu progressão para o regime semiaberto. Já em janeiro de 2023, ele passou a cumprir a pena em liberdade condicional, benefício que agora foi revogado pela Justiça.
Com informações da Agência Brasil.
