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BETO LOUCO E PRIMO -

Investigação cita Rueda, do União Brasil, como dono de empresa de táxi aéreo

Empresários acusados de lavagem de dinheiro afirmam que Rueda teria aviões operados por companhia investigada

A dupla de empresários acusada de operar um esquema de lavagem de dinheiro que atendia ao PCC afirmou que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, é dono de jatinhos operados pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP).

Empresários investigados por suspeita de lavagem de dinheiro relataram que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, teria participação em aeronaves operadas pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP). As informações foram entregues em proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

O material foi apresentado por Roberto Augusto Leme, conhecido como 'Beto Louco', e Mohamed Hussein Mourad, o 'Primo', investigados por liderarem suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes fiscais no setor de combustíveis.

Segundo os empresários, Rueda teria se interessado pelo setor de aviação após viajar em jatos usados pela dupla. A ação, afirmam, também serviria para transportar políticos e empresários, estratégia apontada como forma de influência.

A Polícia Federal do Brasil apura o uso da TAP em operações financeiras suspeitas. Documentos indicam que a empresa teria sido envolvida em movimentações ligadas à lavagem de recursos.

Procurado, Rueda negou qualquer relação com aeronaves ou participação no negócio. Ele classificou as informações como falsas e afirmou que nunca foi proprietário de jatos, direta ou indiretamente.

A TAP também se posicionou, afirmando que atua de forma regular e que não está sob investigação.

A ligação entre Rueda e a companhia aérea já havia sido mencionada pelo ex-piloto Mauro Caputti Mattosinho. Ele afirmou que quatro dos jatos operados pela empresa seriam de propriedade do dirigente partidário.

Mattosinho disse que seu então chefe, Epaminondas Chenu Madeira, descrevia Rueda como líder de um grupo com grande capital destinado à compra de aeronaves.

Outras apurações mostram mensagens trocadas entre Rueda e os empresários investigados sobre pagamentos relacionados à importação de combustíveis pelo Amapá. Os registros indicam movimentações financeiras de cerca de R$ 5 milhões em apenas três meses.

A PGR recusou a proposta de delação apresentada por Beto Louco e Primo, mas eles continuam negociando com o Ministério Público em outros estados.

Investigações da Polícia Federal apontam que empresas ligadas ao esquema teriam feito pagamentos à TAP. Planilhas apreendidas mostram transferências registradas como “retiradas”, incluindo valores direcionados à companhia aérea.

Segundo os procuradores, o esquema envolvia diversas contas, empresas de fachada e transações destinadas a ocultar a origem de recursos vinculados ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas.