ESCÂNDALO DO BANCO MASTER
Globo, ministros e extrema-direita em jantar de Vorcaro; Nubank é ligado
Campos Neto tornou-se CEO do Nubank em 2025, após o período de quarentena exigido por lei
O banqueiro Daniel Vorcaro foi patrocinador de um evento do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, realizado em Nova Iorque em maio de 2024. Empresários e autoridades, como Cláudio Castro e Ronaldo Caiado, participaram do encontro.
O logotipo do Banco Master estava em destaque no palco, e o diretor da Editora Globo, Frederic Kachar, agradeceu publicamente ao banco, destacando relações pessoais além do patrocínio. Outro patrocinador foi Ricardo Magro, da Gulf Combustíveis, investigado por suspeita de sonegação fiscal.
O evento sinalizou o acesso de Vorcaro à elite empresarial e política brasileira. Vídeos do encontro mostram elogios de Kachar ao banqueiro e menções à importância da democracia e da segurança jurídica no Brasil.
Entre 2022 e 2024, Vorcaro também patrocinou o Camarote Globo/Quem no Carnaval carioca, compartilhando espaço com artistas e influenciadores, incluindo logomarcas de empresas parceiras.
A reportagem estimou que o patrocínio do banqueiro poderia equivaler a cerca de R$ 10 milhões.
Após a liquidação do Banco Master, executivos envolvidos, como Roberto Campos Neto e Otávio Damaso, assumiram posições no Nubank, instituição em que a família Marinho detém participação via Globo Ventures.
O Nubank também comprou espaço publicitário em produtos da Globo em troca de participação societária, estratégia que integra a atuação comercial da empresa de mídia. Campos Neto tornou-se CEO do banco digital em 2025, após o período de quarentena exigido por lei.
A relação entre mídia, banqueiros e reguladores financeiros reforça a complexidade do cenário corporativo e político brasileiro, especialmente em casos envolvendo bancos liquidados e eventos patrocinados por figuras sob investigação.
