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GAMELEIRA

R$ 66 milhões em obras: Governo define empresas que reformarão presídios

Em 2023, após visita do então ministro da Justiça, Flávio Dino, foram anunciados mais de R$ 121 milhões em investimentos federais no Estado

As novas unidades fazem parte de um pacote maior de expansão do sistema prisional em Mato Grosso do Sul.

O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a escolha das empresas que vão construir três unidades prisionais de baixa complexidade no Complexo da Gameleira, em Campo Grande. Somadas, as obras devem consumir cerca de R$ 66 milhões.

A definição foi publicada no Diário Oficial desta 5ª feira (26.mar.26). Cada unidade ficará sob responsabilidade de uma construtora diferente.

Das três empresas, duas já têm atuação recente no Estado. A Poligonal está à frente da obra do Fórum da Mulher, da Criança, do Adolescente e do Idoso, na região do Aeroporto, em Campo Grande. O projeto prevê uso de energia solar e soluções voltadas à eficiência energética.

A Engetal, por sua vez, assumiu a tarefa de concluir a Cadeia Pública Feminina da Capital, também na Gameleira. A obra havia sido iniciada em 2014, mas acabou paralisada após problemas técnicos no projeto e na execução.

As novas unidades fazem parte de um pacote maior de expansão do sistema prisional em Mato Grosso do Sul. Em 2023, após visita do então ministro da Justiça, Flávio Dino, foram anunciados mais de R$ 121 milhões em investimentos federais no Estado.

Inicialmente, o plano previa presídios em diferentes cidades, incluindo Nova Andradina. A proposta, no entanto, foi alterada após dificuldades para definição de áreas e resistência local. Com isso, três unidades foram concentradas em Campo Grande, enquanto Jardim segue como único município do interior contemplado.

Segundo o governo, os projetos passaram por análise técnica de órgãos como a Senappen, a Agepen e a Caixa Econômica Federal. A expectativa é ampliar vagas e melhorar a estrutura do sistema penitenciário estadual.