'MATADOR'
Alcides Bernal mentiu: ex-prefeito portava ilegalmente arma de fogo
Hipótese de legítima defesa perdeu força
O ex-prefeito, radialista e assassino Alcides Bernal (Alcides Jesus Peralta Bernal) mentiu. Ele não tinha autorização para portar arma de fogo quando atirou e matou o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, na 3ª feira (24.mar.26), em Campo Grande (MS).
O revólver calibre 38 utilizado no crime estava com a documentação vencida desde 2019.
A irregularidade levou a Polícia Civil a incluir mais um possível crime no inquérito: o uso ilegal de arma.
Segundo o delegado Danilo Mansur, da 1ª Delegacia de Polícia, o porte de arma de Bernal era válido apenas até 2016.
Desde então, não há registro de nova autorização emitida pela Polícia Federal.
O motivo da perda do direito ao porte ainda não foi esclarecido.
Bernal foi preso em flagrante após se apresentar à polícia.
Ele foi encaminhado à Depac do Cepol, onde prestou depoimento. No depoimento além de sustentar que possuia posse da arma, Bernal alegou que morava na casa, o que também é contestado pelos investigadores.
À Polícia Civil, afirmou que agiu em legítima defesa.
Disse que foi avisado sobre uma suposta invasão no imóvel e que reagiu ao se sentir ameaçado.
“Eu dei os tiros e não foi para matar”, declarou durante o interrogatório.
A versão, no entanto, é contestada por testemunha.
O chaveiro que acompanhava Mazzini afirmou que Bernal entrou na casa já apontando a arma.
Segundo ele, não houve tempo para reação por parte da vítima.
A defesa da família sustenta que houve homicídio doloso.
O advogado Tiago Martinho afirma que as imagens indicam que Bernal já entrou atirando.
O delegado responsável pelo caso também declarou que a hipótese de legítima defesa perdeu força com o avanço das investigações.
Outro ponto levantado pela polícia é a situação do imóvel.
De acordo com a apuração, Bernal já não residia na casa, que havia sido adquirida legalmente por Mazzini em leilão da Caixa Econômica Federal.
O caso segue sob investigação.
