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DESMENTINDO OS EXTREMISTAS

Extrema direita inventa fake de confisco do FGTS para atacar Lula

Diante disso, a discussão real, como aliviar a pressão das dívidas sobre milhões de brasileiros, acaba soterrada por uma estratégia politiqueira

Extrema direita inventa fake sobre FGTS para atacar Lula. Prints do vídeo que circula com as mentiras

Não há, no governo federal, qualquer estudo para confiscar o FGTS de trabalhadores endividados. A mentira que circula nas redes — inflada por vídeos alarmistas e manchetes fabricadas pela extrema direita — não corresponde ao que foi apresentado oficialmente.  

A extrema direita bolsonarista tem inventado que o governo Lula pretende confiscar os salários dos trabalhadores, mas isso é falso. 

A reportagem apurou que existe uma proposta do governo federal para sanar dívidas dos trabalhadores. E a medida, que será benéfica ao povo trabalhador foi distorcida.

A ideia, anunciada no início de abril pela equipe econômica, é permitir que trabalhadores utilizem parte do saldo do FGTS para renegociar dívidas. Parte — não o todo. E apenas se quiserem. A adesão, segundo o Ministério da Fazenda, é voluntária.

Ainda assim, bastou a menção ao fundo para que a engrenagem da desinformação entrasse em funcionamento.

Publicações passaram a circular com tom de urgência, como se uma medida extrema estivesse prestes a ser imposta. Em comum, o mesmo truque: recortes de vídeos, frases deslocadas e uma conclusão que não aparece em nenhuma fala oficial.

Não é um erro de interpretação. É construção narrativa.

O limite em estudo gira em torno de 20% do saldo disponível, com foco em trabalhadores de menor renda. A medida faria parte do Desenrola 2.0, uma medida que visa ampliar o alcance da renegociação de dívidas diante do aumento do endividamento no país.

Há também outras frentes sendo avaliadas, como a liberação de recursos para grupos específicos — entre eles, trabalhadores afetados por modalidades de saque que travaram parte do saldo. Nada disso, porém, altera a natureza do fundo nem cria qualquer mecanismo de retirada obrigatória.

Procurado, o Ministério da Fazenda explicou que não existe previsão de confisco.

Mesmo assim, a versão distorcida segue rodando. Não por falta de esclarecimento — mas porque cumpre uma função. Produz indignação rápida, cola fácil e dispensa verificação.

Diante disso, a discussão real — como aliviar a pressão das dívidas sobre milhões de brasileiros — acaba soterrada por uma estratégia da extrema direita, que não tem nenhuma proposta real para ajudar os brasileiros,