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NÃO APRESENTOU PROVAS

Senador bolsonarista deflagra ataque ao STF na CPI do Crime Organizado

A peça movida por Viera mira desacreditar o Judiciário que levou à prisão o golpista Jair Bolsonaro

O senador bolsonarista Alessandro Vieira e seu ídolo, Jair Bolsonaro. Foto: arquivo

O senador bolsonarista Alessandro Vieira (MDB-SE) deflagrou, no último dia 15 de abril, o que era o grande resultado político buscado pela extrema direita com a chamada CPI do Crime Organizado

Durante apresentação do relatório final com 220 página no Congresso, o ex-policial civil sergipano moveu a peça que deveria movimentar se de fato estivesse naquele local a serviço da extrema direita: atacou o Supremo Tribunal Federal (STF).

No relatório, Vieira ja havia pedido os indiciamentos dos ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Todos os magistrados, considerados pela extrema direita supostos aliados do presidente Lula (PT).

O ex-policial de Sergipe alegou que os ministros teria suposta ligação com o crime organizado no que tange as práticas econômico criminosas de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Entretanto, foi em entrevista posterior que Viera efetivou o ataque ao STF: afirmou que teria sido intimidado por ministros da Suprema Corte brasileira. 

“Votamos ontem sob ameaça direta de dois ministros”, afirmou o senador. “Persisti e fiz meu trabalho porque eu posso fazer, tenho ficha limpa, não devo nada para esses caras". 

As manifestações de Viera ocorreram em portais de notícias de extrema direita. A escolha, se deve ao fato de um controle de narrativa. Nas publicações, Vieira foi vendido como um "homem da lei", perseguido por "poderosos", após denúncias. 

Até o momento, porém, o ex-investigador não apresentou provas de que foi de fato intimidado por algum ministro da Corte.

O que a reportagem do MS Notícias explica, é que após os indiciamentos, o Ministro Gilmar Mendes pediu uma investigação acerca do trabalho de Vieira, que ao invés de mirar milícias e facções, desviou o foco da CPI para o congresso.

A peça movida por Viera mira desacreditar o Judiciário que levou à prisão o golpista Jair Bolsonaro (PL) e deve ser usada na campanha do filho do preso, Flávio Bolsonaro (aquele das rachadinhas no gabinete do RJ).

Viera é uma espécie de cartada mais alta contra o sistema democrático. É a estratégia de dissolução da democracia por meio da mídia. A estratégia é simples: na democracia dos Três Poderes, derrubar um deles deixaria a estrutura da casa bamba e fácil de desabar. Viera, além de carta alta, é uma tentativa da extrema direita de se vingar do Judiciário por atrasar seu projeto político.