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ELEIÇÕES 2026

Lula amplia vantagem sobre adversários no 1º turno, diz Atlas/Bloomberg

Quando a lista de candidatos aumenta, pouca coisa muda na dinâmica central

Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi eleito presidente da República pela terceira vez neste domingo (30/10)
A disputa presidencial voltou a mostrar fôlego para o atual ocupante do Planalto. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta 3ª feira (28.abr.26) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interrompeu a sequência de aproximação registrada nos últimos meses e abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida de primeiro turno.

Lula aparece agora com 46,6% das intenções de voto — um avanço em relação a março. Já Flávio Bolsonaro, que vinha encurtando a distância, oscilou para baixo e marcou 39,7%. 

Atrás deles, o cenário segue pulverizado. Renan Santos (Missão), que já chegou a pontuar mais, caiu para 5,3%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem tecnicamente próximos, ambos na casa dos 3%. O dado que chama atenção é o baixíssimo índice de indecisos: brancos, nulos e quem não sabe somam apenas 0,6%.

Quando a lista de candidatos aumenta, pouca coisa muda na dinâmica central. Lula mantém a liderança com 44,2%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 39,3%. Os demais nomes seguem com desempenhos marginais — Renan Santos com 5,1%, Zema com 3,5% e Caiado com 3%. Samara Martins e Ciro Gomes aparecem mais abaixo, sem impacto relevante na disputa até aqui.

Um outro teste feito pelo instituto mexe com o tabuleiro: a ausência de Lula. Nesse cenário, Fernando Haddad assume a posição do PT e encosta em Flávio Bolsonaro. Os dois ficam em empate técnico, com 40,5% e 39,2%, respectivamente. Aqui, cresce também o número de eleitores que optam por branco ou nulo, sinal de menor consolidação.

Se o primeiro turno indica vantagem de Lula, o segundo turno é território de incerteza. No confronto direto entre o presidente e o extremista de direita, há um empate técnico milimétrico: 47,8% para Flávio Bolsonaro, 47,5% para Lula.

Nos demais cenários testados, Lula leva vantagem. Venceria Jair Bolsonaro, mesmo fora da disputa, além de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Já sem Lula na urna, o quadro muda: Flávio Bolsonaro passa a liderar com mais conforto, derrotando tanto Fernando Haddad quanto Geraldo Alckmin.

A pesquisa também mediu o humor do eleitor com o governo. Não houve mudança significativa. A aprovação da gestão Lula segue em 42%, enquanto a reprovação marca 51,3%. O restante considera o governo regular.

Quando o foco é a figura do presidente, o país continua dividido. A desaprovação chega a 52,5%, ligeiramente menor que no mês anterior. Já a aprovação oscila para 46,8%. 

O levantamento ouviu pouco mais de 5 mil eleitores entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual.