ECONOMIA
Serviços em MS sobem em maio, mas setor ainda acumula queda no ano
O setor de serviços de Mato Grosso do Sul voltou a crescer em maio, mas os dados do IBGE mostram que a recuperação ainda não foi suficiente para reverter o desempenho negativo acumulado em 2026.
Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta 4ª feira (15.jul.26), o volume de serviços prestados no Estado teve alta de 0,8% na passagem de abril para maio, já descontados os efeitos sazonais. Em abril, o avanço havia sido de 0,2%.
Apesar do crescimento em maio, o desempenho ainda é inferior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Na comparação anual, o volume de serviços caiu 2,4%. O acumulado de janeiro a maio também permanece negativo, com retração de 0,2% frente ao mesmo período do ano passado.
O resultado mostra um cenário de recuperação parcial: o setor reage no curto prazo, mas ainda não compensou as perdas registradas ao longo do ano.
FATURAMENTO X ATIVIDADE REAL
Outro dado que chama atenção é a diferença entre faturamento e atividade real.
A receita nominal dos serviços avançou 5,2% em relação a maio de 2025 e acumula alta de 4,2% no ano. Já o volume de serviços, que desconta a inflação do setor, segue em queda no acumulado anual.
Na prática, isso significa que o faturamento das empresas aumentou, mas parte desse crescimento está associada à elevação dos preços, e não necessariamente a um aumento proporcional da quantidade de serviços prestados.
MS NA CONTRAMÃO
No cenário nacional, o volume de serviços recuou 0,4% em maio.
Enquanto o Brasil registrou retração, MS apresentou crescimento de 0,8%, ficando entre as unidades da federação que puxaram o resultado para cima no mês.
O contraste é relevante porque 18 dos 27 estados tiveram queda na atividade de serviços no período. Entre os recuos mais fortes apareceram Paraná (-2,3%), Rio Grande do Sul (-2,0%), Distrito Federal (-1,6%) e Mato Grosso (-2,5%).
O QUE O IBGE ESTÁ MEDINDO
A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha a evolução do setor de serviços empresariais não financeiros, incluindo segmentos como transporte, informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e outros serviços prestados às empresas e às famílias.
O indicador de volume divulgado pelo IBGE considera a receita do setor descontada da inflação específica de cada atividade, permitindo medir a variação real da prestação de serviços ao longo do tempo.
RECUPERAÇÃO SEM REVERSÃO
Os números de maio mostram que o setor de serviços sul-mato-grossense voltou a ganhar fôlego no curto prazo.
No entanto, a queda de 2,4% na comparação anual e o recuo de 0,2% no acumulado de 2026 indicam que a recuperação ainda não foi suficiente para recolocar a atividade acima do nível registrado no ano passado.
Para os próximos meses, o principal desafio será transformar a melhora pontual de maio em uma sequência de resultados positivos capaz de reverter o saldo negativo acumulado no ano.
