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MACHISMO INSTITUCIONAL

PT acusa Fiems de "machismo institucional" após barrar Camila Jara

O Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul divulgou nesta sexta-feira (31.jul.26) uma nota de repúdio contra a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), após a deputada federal Camila Jara (PT) ser impedida de entrar na sede da entidade durante a agenda do ministro da Fazenda, Dario Durigan, realizada na quinta-feira (30), em Campo Grande.

Segundo o partido, a parlamentar participaria do encontro a convite do próprio ministro, que cumpria agenda institucional para apresentar detalhes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), considerado estratégico para as finanças de Mato Grosso do Sul.

Na manifestação, o PT afirma que o episódio ultrapassa uma questão de protocolo e representa um desrespeito ao mandato parlamentar de Camila Jara. A legenda sustenta que a deputada foi barrada mesmo estando formalmente convidada para a atividade.

O texto também classifica o caso como um episódio de "machismo institucional". Para o partido, o impedimento reflete uma prática que ainda restringe a participação de mulheres em espaços de decisão e poder.

A nota argumenta que a situação afronta princípios constitucionais ligados à igualdade de gênero e cita a Lei Maria da Penha como um dos marcos legais que consolidam esse direito no país.

O PT afirma ainda que o episódio provoca desgaste à imagem da própria Fiems. Na avaliação da legenda, uma instituição com peso na economia estadual não deveria ser associada a condutas consideradas discriminatórias.

Por fim, o partido rejeita qualquer tentativa de tratar o caso como mera divergência político-ideológica. Segundo a direção estadual, impedir o acesso de uma deputada federal convidada para uma agenda pública representa um precedente grave e exige esclarecimentos da entidade.

Até o momento, a Fiems não havia se manifestado sobre a nota divulgada pelo Partido dos Trabalhadores.