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CASO GUSTAVO FEITOSA

Mãe de menino morto vira alvo de ataques nas redes; pai advogado e madrasta são presos

Mesmo após o apelo do filho, mãe cumpriu as visitas para evitar acusação de alienação parental e risco de perder a guarda

Foto: Arquivo pessoal/Cirlene Feitosa

A morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas (TO), passou a gerar ataques nas redes sociais contra a mãe da criança, autora do vídeo em que o menino aparece chorando e se recusando a ir para a casa do pai.

Após a repercussão do caso, a mãe passou a ser alvo de críticas e acusações nas redes sociais. Em comentários, usuários a responsabilizam pela morte do filho por ter permitido que a criança continuasse visitando o pai, mesmo após o menino pedir para não ir.

Imagem: Instagram

Em meio às críticas, viralizou uma foto dela deitada sobre o caixão de Gustavo durante o enterro, imagem que também comoveu milhares de pessoas.

MAS POR QUE ELA DEIXOU A CRIANÇA IR?

 
 
 
 
 
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Gustavo foi encontrado morto na segunda-feira (3). Dias antes, um vídeo gravado pela mãe mostrou a criança chorando e dizendo que não queria ir para a casa do pai. Ao ser questionado sobre o motivo, respondeu aos prantos: "Porque ele me bate".

Segundo a defesa da mãe, ela não impediu as visitas porque poderia ser acusada de alienação parental. Os advogados afirmam ainda que a mãe já havia relatado episódios em que o menino retornava das visitas com hematomas e que, na época, temia represálias.

Inicialmente, o pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, informou à polícia que o filho teria se afogado em uma piscina. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou afogamento e concluiu que a criança morreu em decorrência de múltiplas agressões, com hemorragia interna, laceração intestinal e outras lesões compatíveis com extrema violência.

Em coletiva, a Polícia Civil informou que há indícios de que Gustavo tenha sido submetido à tortura antes da morte. A investigação também apura a possibilidade de violência sexual, hipótese que ainda depende de exames complementares.

O QUE ACONTECEU COM O PAI?

Na madrugada desta quinta-feira (6), o pai e a madrasta, Kathellen Moreira, foram presos preventivamente por determinação da Justiça. Eles são investigados por homicídio duplamente qualificado e tortura. As defesas afirmam que ambos se apresentaram voluntariamente para cumprir os mandados e negam qualquer tentativa de fuga.

Os pais de Gustavo não moravam juntos e mantinham disputas judiciais envolvendo a convivência da criança e o pagamento de pensão alimentícia. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e a eventual responsabilização dos envolvidos.

O genitor de Gustavo, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza | Foto: Reprodução