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ACIDENTE FATAL | INTERIOR

Ponte desaba e mata caminhoneiro no Pantanal

Obra custou R$ 2,1 milhões e foi inaugurada em 2009

Inaugurada em 2009, a ponte tinha 17 anos quando desabou. Ao longo desse período, a estrutura deveria ter passado por inspeções e manutenções periódicas, conforme as normas técnicas vigentes. - Reprodução

A ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, na MS-168, em Corumbá, desabou na manhã desta 5ª feira (13.ago.26) e matou o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos.

Campo-grandense, Freitas ficou preso às ferragens submerso na cabine do caminhão. 

O Governo de Mato Grosso do Sul disse nesta 6ª feira (14.ago.26) que o corpo do caminhoneiro foi retirado do veículo por mergulhadores do Corpo de Bombeiros. 

PONTE DE 17 ANOS

A ponte tinha 168 metros de extensão e 4,80 metros de largura. A obra custou R$ 2,1 milhões e foi inaugurada em 2009. 

Pela ABNT NBR 9452:2023, essas pontes devem passar por inspeção rotineira em intervalo não superior a 1 ano, enquanto a inspeção especial deve ser feita, em regra, a cada 5 anos. O próprio DNIT adota esses parâmetros.

ACESSO FECHADO

Com a ponte destruída, o Governo orientou motoristas a usarem as MS-423 ou MS-214, com acesso pela BR-163.

A interdição afeta a ligação entre os pantanais da Nhecolândia e do Paiaguás. 

O prefeito de Coxim, Edilson Magro (PP), disse que o desvio pode aumentar o percurso em cerca de 100 km.

OUTRA QUEDA DE PONTE

O desabamento ocorreu poucos dias após outro acidente com ponte em MS. No início da semana, uma carreta carregada de milho caiu na MS-455, em Sidrolândia. Ninguém ficou ferido.