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EXTREMA DIREITA

Cortes de Flávio miram BPC e saúde do povo

Com propostas de esvaziar a educação, afrouxar regras para sonegadores e encarcerar jovens, o candidato expõe seu projeto para o trabalhador

Brasília (DF), 04/10/2026 - Flávio Bolsonaro (PL) fala com jornalistas após a vitória no primeiro turno das eleições de 2026 sobre seu oponente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Um eventual governo de Flávio Bolsonaro já mira o bolso da base da pirâmide e a desidratação de direitos básicos.

A equipe econômica do candidato prevê um corte drástico e imediato de R$ 250 bilhões.

A cifra bilionária visa acalmar o mercado financeiro, mas a conta será empurrada para a periferia.

O FIM DO BÁSICO

As propostas estudadas atacam a Constituição e ameaçam diretamente a sobrevivência do povo.

A principal ideia é desvincular o aumento do salário mínimo dos pagamentos da Previdência.

O golpe atinge em cheio os mais vulneráveis ao mirar o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Na prática, idosos e pessoas com deficiência de baixa renda terão seu poder de compra congelado.

O pacote de maldades inclui ainda acabar com o piso obrigatório de investimentos em saúde e educação.

Com a repercussão negativa, o comando da campanha tentou minimizar a fuga de propostas oficiais:

“Não se pode transformar conversas informais em posição oficial de uma candidatura”.

PASSANDO A BOIADA TRIBUTÁRIA

Na área fiscal, a coordenadora da campanha, Daniella Marques, quer o fim do "split payment".

O mecanismo cobra o imposto direto no momento do pagamento, travando calotes ao Estado.

A ex-presidente da Caixa alega que a medida tira o capital de giro de empresas.

O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi rápido em expor o verdadeiro perigo da manobra.

Durigan cravou que derrubar essa trava serve apenas para favorecer quem comete fraudes fiscais.

Enquanto empresários driblam os impostos, o trabalhador periférico segue pagando a conta cheia na prateleira.

MIRA NA JUVENTUDE

No campo institucional, Flávio prometeu praticamente desfigurar a Constituição usando sua base de direita.

O senador usa o termo “redemocratizar” para disfarçar ataques frontais ao STF e ao Judiciário.

A sua reforma inclui a redução da maioridade penal, uma velha obsessão do conservadorismo.

A medida não resolve a violência, mas garante o encarceramento em massa da juventude negra e pobre.

A agenda apresentada desenha o futuro desejado: menos saúde, escolas sucateadas e mais prisões.