MS Notícias

FATALIDADE

Denunciado por xenofobia, professor morre em acidente de carro

Veículo do professor teria invadido a pista contrária e colidido com caminhão

Professor Alexandre do Prado Motta, conhecido como Mottinha faleceu em acidente de trânsito nesta 4ª, 14 de outubro.

Denunciado há cerca de uma semana aqui no MS Notícias, o professor de Educação Física Alexandre Motta do Prado, de 56 anos, morreu em um acidente de trânsito na madrugada desta 4ª.feira (14.out.26), na BR-060, na saída de Campo Grande para Sidrolândia.

Segundo informações preliminares, Motta conduzia um Honda HR-V que colidiu com um caminhão por volta da 1h, no km 370,5 da rodovia.

Conforme relato do motorista do caminhão, que não se feriu, ele seguia no sentido Jardim/Bonito quando percebeu que o HR-V, que trafegava na direção contrária, invadiu a pista por onde seguia.

De acordo com o boletim de ocorrência, após parar no acostamento e descer do caminhão, o motorista encontrou o HR-V capotado e completamente danificado em um barranco às margens da rodovia. O condutor já estava sem vida dentro do veículo.

Apesar do relato do motorista do caminhão, a dinâmica do acidente ainda será apurada.

ACUSAÇÃO DE XENOFOBIA

"Foi uma brincadeira num grupo fechado. Não tinha maldade", alegou Alexandre Motta Prado ao telefone no dia 8 de outubro, horas após a matéria do MS Notícias repercutir. 

"Como faço para isso não ser publicado ? Isso vai me prejudicar e não teve nada demais. Foi só uma brincadeira no grupo lá", continuou Motta, sendo informado que o conteúdo seria publicado em todo caso. 

As declarações do professor ocorreram em um grupo intitulado "Resenha da ACP" e foram acompanhadas de manifestações pró-extrema direita.  

Conforme prints enviados à reportagem do MS Notícias, o professor compartilhou um mapa de votações do Brasil que mostra a preferência pelo presidente Lula na região Nordeste, enquanto o candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro lidera nas demais regiões. Acompanhando a imagem, Prado escreveu:

"O Nordeste e um bom lugar para testar o 1 bomba nuclear brasileira, (sic)".

A reportagem apurou que Alexandre formou-se na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em 1995, portanto, acessou graduação superior gratuitamente. Atualmente ele era concursado com 40h na Secretaria Estadual de Educação, onde recebe R$ 23.513,34 de remuneração mensal bruta. Um concurso foi ocupado por ele em 2001 e o outro em 2006. Eis:

O QUE DISSE A ACP

Antes da publicação da reportagem o MS Notícias questionou o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACPMS) se a entidade tem conhecimento do referido grupo e o teor das mensagens lá enviadas. Pelo WhatsApp a presidente da FETMS, professora Deumeires Morais enviou posicionamento da ACPMS:

"A partir da denúncia, vamos instaurar um processo disciplinar, caso haja envolvimento de filiados ou dependentes".