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EXTREMA DIREITA

Presidiário golpista, Heleno escolhe nomes para eventual governo Flávio

Condenado foragido, Alexandre Ramagem, comandaria a PF sob Flávio

Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Geraldo Magela/Agência Senado | Valter Campanato/Agência Brasil | Divulgação/Charles Vieira

O presidiário, ex-general Augusto Heleno, condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista, estaria escolhendo nomes para comandar as Forças Armadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).

A informação foi publicada pelo ICL Notícias na 4ª.feira (21.out.26), com base em relatos de fontes militares ouvidas pelo veículo.

Segundo a reportagem, a articulação incluiria uma anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado e a indicação de Alexandre Ramagem, também condenado pelo STF e foragido nos Estados Unidos, para a direção-geral da Polícia Federal.

O nome de Marcos Degaut, executivo do grupo bélico Edge e ex-secretário de Produtos de Defesa no governo Jair Bolsonaro, seria cotado para o Ministério da Defesa.

COMANDANTE DA FAB É CITADO

A reportagem aponta o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, como interlocutor da articulação.

A FAB, porém, negou que Damasceno tenha participado de reunião com Heleno em 20 de outubro. Em nota, informou que o comandante estava na Universidade da Força Aérea, no Rio de Janeiro, onde ministrou palestra institucional.

O ICL Notícias afirmou que não detalhou o local da reunião para preservar suas fontes e esclareceu que a reportagem não afirma que Heleno tenha participado diretamente do encontro.

DEFESA NEGA ARTICULAÇÃO

A defesa de Augusto Heleno classificou a reportagem como falsa. Segundo os advogados, o general cumpre integralmente a prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem acesso a celular, internet ou contatos não autorizados pela Justiça.

A defesa também contestou informações sobre o histórico do diagnóstico de Alzheimer atribuído ao militar e afirmou que adotará medidas judiciais contra a publicação.

ANISTIA DEPENDERIA DO CONGRESSO

Segundo o ICL Notícias, a articulação teria como objetivo viabilizar a anistia dos condenados pela tentativa de golpe caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial.

A medida dependeria da aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional e de sanção presidencial. Eventuais questionamentos sobre sua constitucionalidade poderiam ser analisados pelo STF.

Heleno foi ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Jair Bolsonaro e condenado pelo Supremo por participação na tentativa de golpe de Estado.