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EXTREMA DIREITA

PF acha sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de amigo de Flávio

Mais um caso suspeito envolvendo Willer Tomaz e Flávio

Willer Tomaz, amigo pessoal tinha conta conjunta com Flávio Bolsonaro. PF analisa digitais para ver se dinheiro foi retirado as pressas de hangar. Fotos: Reprodução

A Polícia Federal encontrou um compartimento oculto com máquina de contar dinheiro em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília utilizado por empresas do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O espaço foi descoberto durante buscas autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, em investigação sobre suspeitas de ocultação patrimonial envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Segundo o Estadão, os agentes retornaram ao hangar após receberem uma denúncia anônima. Atrás de uma estrutura de madeira, encontraram uma porta metálica, malas vazias e equipamentos para contar cédulas. Não havia dinheiro no local.

A PF solicitou perícia para buscar impressões digitais e apurar se o compartimento foi usado para armazenar valores.

ADVOGADO NEGA IRREGULARIDADES

Willer Tomaz negou que o espaço fosse utilizado para esconder dinheiro de origem irregular. Segundo sua defesa, a estrutura atende empresas de transporte de valores.

O caso ganhou novos contornos após o piloto Mauro Caputti Mattosinho afirmar que transportou caixas embarcadas no mesmo hangar, em fevereiro de 2021. Ele declarou ter entregue registros do episódio à Polícia Federal.

Segundo Mattosinho, as caixas foram levadas ao avião por um segurança armado, a pedido de um passageiro identificado como Danilo Trento, investigado na CPI da Covid por suspeitas relacionadas à negociação de vacinas.

O piloto também relacionou o episódio à reportagem da revista piauí sobre uma suruba em uma lancha em Brasília, em 2020, que teria sido organizada por Trento e Francisco Maximiano. A publicação afirmou que Flávio Bolsonaro participou do evento.

INVESTIGAÇÃO SOBRE FLÁVIO

Willer Tomaz também é investigado em outro procedimento no STF, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possível sociedade oculta em uma empresa de apostas ligada a Flávio Bolsonaro.

O senador já utilizou aeronaves relacionadas ao advogado. A investigação busca esclarecer as relações financeiras entre os dois e a movimentação de recursos por empresas vinculadas a Tomaz.